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Na praça dos Três Poderes

Bolsonaristas falam em 'enterro da anistia' após explosões em frente ao STF

Projeto para envolvidos no 8 de janeiro e para Bolsonaro é debatido no Congresso e negociado pelo ex-presidente
Agência FolhaPress

Publicado em 

14 nov 2024 às 15:04

Publicado em 14 de Novembro de 2024 às 15:04

BRASÍLIA - Deputados bolsonaristas afirmaram em grupos de WhatsApp que as explosões na praça dos Três Poderes, na noite desta quarta-feira (13), devem prejudicar a tramitação do projeto de lei que dá anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro na Câmara dos Deputados.
A reportagem teve acesso a mensagens que foram enviadas em dois grupos com deputados da oposição.
Explosões são ouvidas perto do STF; prédio é evacuado, uma pessoa morreu.
Explosões ocorreram em frente ao prédio do STF Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
Em um deles, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) enviou imagem do suspeito da explosão, que seria um ex-candidato a vereador pelo PL. "Parece que foi esse cara mesmo. Agora vão enterrar a anistia. Pqp", escreveu.
O deputado Capitão Alden (PL-BA) respondeu dizendo que "lá se foi qualquer possibilidade de aprovar a anistia". "Adeus redes sociais e esperem os próximos 2 anos de perseguição ferrenha! Com certeza o inquérito das fake news será prorrogado ad eternum", disse.
Em outro, o deputado Eli Borges (PL-TO) escreveu "se tentou ajudar atrapalhou". "Agora o Xandão [apelido para Alexandre de Moraes] vai dizer: 'é a prova que o 8 de janeiro era necessário'".
O projeto de lei da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro é considerado uma pauta cara aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao portal Metrópoles, Bolsonaro se referiu ao homem responsável pelas explosões em Brasília como "maluco" e disse que não tinha "a menor ideia" de quem era ele. "Talvez tenha deixado algo escrito ou gravado", afirmou.
O homem foi identificado como Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, é chaveiro e foi candidato a vereador pelo PL em 2020 com o nome de urna Tiü França, em Rio do Sul (SC), mas não foi eleito. Antes de morrer, publicou uma série de mensagens sobre o ataque, misturando declarações de cunho político e religioso.
No fim de outubro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retirou a proposta sobre a anistia pelo 8/1 da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa e anunciou a criação de uma comissão especial para analisar o texto – ela ainda não foi oficializada.
O próprio ex-presidente, em entrevista à Folha de S.Paulo, citou a anistia para o 8 de janeiro.
"Anistia para o 8 de janeiro. A minha [anistia] tem um prazo certo para tomar certas decisões. Acredito que o Trump gostaria que eu fosse elegível. Ele que vai ter que dizer isso aí, mesmo que tivesse conversado com ele, não falaria. [Mas] tenho certeza de que ele gostaria que eu viesse [a ser] candidato", disse.

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