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Críticas do presidente

Bolsonaro chama Petrobras de 'monstrengo' e critica reforma tributária em curso

"Não tenho ingerência sobre a Petrobras. Espero privatizar parte dela, o que não é fácil. Petrobras é um monstrengo, uma estatal com monopólio e vive a vida em função dela", afirmou o presidente

Publicado em 10 de Novembro de 2021 às 11:46

Agência Estado

Publicado em 

10 nov 2021 às 11:46
O presidente Jair Bolsonaro durante anúncio de avanços no programa federal de habitação, o Casa Verde e Amarela
O presidente Jair Bolsonaro Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez críticas nesta quarta-feira (10), à Petrobras e à reforma tributária em andamento no Congresso. Em entrevista para a Rádio Cultura FM, do Espírito Santo, o chefe do Executivo disse que as alterações no sistema de cobrança de impostos não são o que o governo esperava.
"A tributária é complicada. Passei 28 anos como parlamentar. Essa reforma tributária que está aí não era o que a gente esperava, mas está caminhando, a gente espera que dê certo", declarou o presidente. O texto, no entanto, está travado no Congresso.
Bolsonaro ainda voltou a criticar a Petrobras. Nesta quarta, chamou a estatal de "monstrengo" e disse querer privatizar "parte dela" - sem, contudo, dar detalhes.
"Não tenho ingerência sobre a Petrobras. Espero privatizar parte dela, o que não é fácil. Petrobras é um monstrengo, uma estatal com monopólio e vive a vida em função dela", afirmou o presidente, que já disse que a petrolífera deveria gerar menos lucro.

AUXÍLIO BRASIL

Um dia após a Câmara dos Deputados aprovar a PEC dos Precatórios em segundo turno, Bolsonaro ainda voltou a dizer, durante a entrevista, que o governo não pode pagar um benefício acima de R$ 400 no Auxílio Brasil. "A gente sabe que não pode dar mais do que isso para a inflação não explodir", declarou. "É, eu posso me dar bem com o programa, mas não quero que o povo passe fome".
Ao postergar o pagamento de dívidas transitadas em julgado e mexer no teto de gastos, a PEC dos Precatórios abre espaço fiscal para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022, ano eleitoral, e para ampliar o pagamento de emendas parlamentares.

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