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STF

Bolsonaro desiste de ir à Câmara após Moraes ameaçar prisão

Ministro pediu esclarecimentos sobre falas em vídeos de redes sociais; comissões da Casa vão aprovar moções de apoio a ex-presidente
Agência FolhaPress

Publicado em 

22 jul 2025 às 11:26

Publicado em 22 de Julho de 2025 às 11:26

BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desistiu nesta terça-feira (22) de ir à Câmara dos Deputados, após ameaça do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prisão por descumprimento de medida cautelar.
Bolsonaro era esperado nas comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores, cujos trabalhos foram retomados por aliados durante recesso parlamentar para aprovar moções de louvor, apoio e solidariedade ao ex-presidente.
Depois da decisão de Moraes na noite de segunda-feira (21), Bolsonaro decidiu não comparecer. O magistrado deu 24 horas para a defesa prestar esclarecimentos sobre vídeos de falas do ex-presidente, após já ter proibido a transmissão ou veiculação de áudios e vídeos de entrevistas dele nas redes sociais.
Segundo assessores, Bolsonaro deverá permanecer na sede nacional do PL nesta terça.
O ex-presidente Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica
O ex-presidente Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress
Na sua decisão, Moraes pede esclarecimentos, "sob pena de decretação imediata da prisão do réu". No documento, ele mostra imagens do ex-presidente exibindo sua tornozeleira e prints de vídeos com suas falas sendo compartilhados nas redes sociais.
O ex-presidente falou com jornalistas na tarde de segunda-feira na Câmara dos Deputados ao sair de reunião com parlamentares de oposição ao governo Lula (PT).
"Covardia o que estão fazendo com ex-presidente da República. Vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus", declarou o ex-presidente. "Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação", afirmou, apontando para a tornozeleira.
A declaração de Bolsonaro foi gravada em áudio e vídeo e compartilhada por perfis de apoiadores e opositores do ex-presidente nas redes sociais.
Bolsonaro falou com a imprensa menos de três horas depois de Moraes divulgar um despacho informando que as medidas cautelares impostas na última sexta-feira (18) também proibiam o ex-presidente de dar declarações que fossem divulgadas nas redes.
A decisão de Moraes de proibir a transmissão ou a reprodução de entrevistas de Bolsonaro nas redes sociais desarticulou a principal estratégia traçada pelo ex-presidente após a aplicação de medidas cautelares contra ele.
O plano de Bolsonaro era ampliar sua exposição, principalmente com o aumento do número de entrevistas concedidas. Agora, seus aliados preparam uma nova reação, que prevê uma ofensiva sobre o tribunal no Congresso e nas ruas, com mobilizações começando em 3 de agosto, na véspera da volta do recesso legislativo. As ações serão baseadas no reforço do discurso de perseguição ao ex-presidente.

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