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Internação

Bolsonaro é levado a hospital, e Flávio cita vômitos e calafrios

Ex-presidente, que cumpre pena na Papudinha, ficará internado e vai passar por novos exames; última internação do ex-mandatário foi em 1° de janeiro, após uma cirurgia de hérnia
Agência FolhaPress

Publicado em 

13 mar 2026 às 12:17

Publicado em 13 de Março de 2026 às 12:17

BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital de Brasília nesta sexta-feira (13) para atendimento médico. Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu pai, preso na Papudinha por condenação na trama golpista, voltou acordou com calafrios e vômitos.
A manifestação sobre o estado de saúde do ex-presidente foi feita nas redes sociais do senador, que é pré-candidato à Presidência da República. Ele disse que as informações ainda são preliminares.
Segundo a reportagem apurou, Bolsonaro deve ficar internado e passar por exames.
O ex-presidente Jair Bolsonaro na saída de hospital em Brasília, após passar por procedimentos em setembro de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro na saída de hospital em Brasília, após passar por procedimentos em setembro de 2025 Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente "foi conduzido a um hospital na Asa Sul [bairro de Brasília] para atendimento médico".
Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta hospitalar após fazer uma cirurgia de hérnia.
À época, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter violado a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência.
A transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha, ocorreu em janeiro.
Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.
Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, "seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo".
De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.
Moraes mencionou "a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana". Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.
Segundo ele, diante de "reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal" e do resultado da perícia médica oficial, "não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária".
"As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, parentes, amigos e aliados políticos", escreve o relator.

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