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Crise no MEC

Cármen Lúcia cita gravidade e pede posição da PGR sobre investigar Bolsonaro

Pedido de manifestação feito à equipe de Augusto Aras é desdobramento de uma notícia-crime apresentada pelo deputado Israel Batista (PSB-DF) na sexta-feira (24)

Publicado em 28 de Junho de 2022 às 16:16

Agência FolhaPress

Publicado em 

28 jun 2022 às 16:16
BRASÍLIA - A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a abertura de uma investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro Milton Ribeiro por suspeitas de irregularidades no Ministério da Educação e obstrução de Justiça.
No despacho, a ministra destaca que a manifestação da PGR deve ocorrer diante da "gravidade do quadro narrado". O pedido de manifestação feito à equipe de Augusto Aras é um desdobramento de uma notícia-crime apresentada pelo deputado Israel Batista (PSB-DF) na sexta-feira (24).
Ele pediu ao STF a abertura de uma investigação após interceptação telefônica feita pela PF (Polícia Federal) criar suspeita de que Bolsonaro teria comunicado Ribeiro sobre uma possível busca e apreensão na residência do ex-ministro.
"A prática do crime de obstrução de Justiça deve incidir sobre as tentativas de embaraço das investigações, bem como na provável comunicação antecipada de operação policial em desfavor de Milton Ribeiro, devendo ser esclarecido o modo e conteúdo do possível aviso antecipado", destacou o deputado no documento.
Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF)
Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro da Justiça, Anderson Torres, estava com Bolsonaro nos Estados Unidos quando Milton foi interceptado dizendo que o presidente tinha um "pressentimento" sobre a busca e apreensão.
Torres nega que tenha repassado a informação ao presidente.
Além da notícia-crime do deputado Israel Batista, o STF também recebeu da Justiça Federal do Distrito Federal a investigação contra Ribeiro e a suposta interferência de Bolsonaro.
O caso foi enviado pelo juiz federal Renato Borelli, que era responsável pelo processo, porque o foro adequado para a investigação e processo contra o presidente da República é o STF.

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