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Eleições 2022

Condomínio de Bolsonaro tem choro, reclamações e até eleitora de Lula comemorando

Apesar da decepção, poucos bolsonaristas mostraram disposição para contestar o resultado na aglomeração em frente ao Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca

Publicado em 31 de Outubro de 2022 às 09:14

Agência Estado

Publicado em 

31 out 2022 às 09:14
A fumaça amarela que recepcionava os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) para a apuração dos votos em frente ao Condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, deu lugar a uma névoa de decepção, lamentos e nervos à flor da pele conforme a contagem de votos chegava ao fim — e a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República se confirmava.
Gente passando com celular ao ouvido e aos gritos de irritação se misturava a pessoas sentadas em muretas e calçadas, algumas com a cabeça entre os joelhos. As camisas verde-e-amarelas, muitas delas da Seleção e que eram vestidas por muitos dos que estavam por lá, tornavam a atmosfera como se fosse de perda de final de campeonato.
Público indo votar na zona eleitoral da Vila Militar, no Rio de Janeiro, neste domingo (30), dia de votação para o 2 turno da campanha eleitoral a presidencia da Republica.
Eleitores com camisas verde-e-amarelas indo votar na zona eleitoral da Vila Militar, no Rio de Janeiro, neste domingo (30) Crédito: THIAGO RIBEIRO/AGIF
Alguns foram embora chorando, outros simplesmente de cabeça baixa. Mas houve quem preferiu subir ao carro de som para dizer que não aceitaria "a fraude eleitoral" — ainda que a resposta tenha sido um silêncio constrangedor e meia dúzia de aplausos.
"Eu não aceito esse resultado, quem aí aceita?", indagou o mesmo ativista de cima do carro de som. Três pessoas levantaram a mão fazendo sinal negativo.
Na rua, uma mulher garantiu a quem estava ao seu lado que "vai ter intervenção", mas não recebeu nenhuma sinalização de concordância.
Com a confirmação da derrota, ninguém quis opinar sobre o resultado. "Não tenho emocional para isso", disse uma mulher. "Não falo com jornal responsável por isso", declarou outro.

Petista comemorou infiltrada

Quem falou com um sorriso que nada combinava com o público presente em frente ao Vivendas da Barra foi a estudante universitária Juliana, que pediu para não ter o sobrenome publicado para não arrumar briga com a família.
"Eu sou 13, eu sou 13!", confidenciou ela à reportagem, mas apenas depois de se certificar que ninguém por perto ouvia o que dizia. "Eu vim aqui pra secar mesmo. Estava louca para ver os bolsonaristas chorando. Estou me divertindo muito."
Para fazer sua festa particular infiltrada, a jovem usou roupa amarela e até aceitou colar um adesivo com o número de Bolsonaro
"Minha família é toda bolsonarista. Foi muito difícil conviver nesse período. Minha mãe votou no Bolsonaro (em 2018), mas mudou agora. Nós decidimos não contar para não arrumar briga em casa. É um fanatismo muito complicado. Eu anulei em 2018 e não gostava do Lula. Mas, entre Lula e Bolsonaro, eu sou de esquerda", sustentou Juliana.

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