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Em Caldas Novas

Corretora assassinada em GO havia denunciado síndico e filho ao conselho de corretores

O síndico foi preso sob suspeita de matar a corretora, enquanto o filho foi preso sob suspeita de ter atrapalhado as investigações
Agência FolhaPress

Publicado em 

30 jan 2026 às 16:45

Publicado em 30 de Janeiro de 2026 às 16:45

Corretora estava desaparecida há cerca de um mês
Corretora estava desaparecida há cerca de um mês Crédito: Reprodução/g1 Goiás
A corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43, assassinada em Caldas Novas (GO), havia apresentado denúncias formais, em maio de 2025, ao Creci-GO (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás) contra o síndico do prédio onde morava, Cléber Rosa de Oliveira, e contra o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, corretor de imóveis registrado. O síndico foi preso sob suspeita de matar a corretora, enquanto o filho foi preso sob suspeita de ter atrapalhado as investigações. Segundo a polícia, Cléber Rosa de Oliveira é a única pessoa a ter motivação e os meios para o assassinato da vítima. Ele e o filho estão presos temporariamente. Por meio de nota, a defesa do síndico informou que, após a audiência de custódia, ele já prestou depoimento à polícia e "mantém a postura de contribuir para o esclarecimento dos fatos". A reportagem não localizou a defesa de Maykon Douglas.
À reportagem, o Creci informou que Daiane denunciou que Cléber dificultava a atividade de locação por temporada no condomínio e exercia ilegalmente a profissão de corretor de imóveis, sem possuir registro profissional. Diante da denúncia, o conselho instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos. Por se tratar de pessoa não inscrita, complementou, os autos são posteriormente encaminhados à autoridade policial, já que o exercício ilegal da profissão configura contravenção penal.
Em relação a Maikon Douglas, corretor inscrito no conselho, foi aberto processo de representação por indícios de infração ética-disciplinar, também a partir de reclamação apresentada por Daiane. O procedimento foi encaminhado à Comissão de Ética e Fiscalização Profissional e pode resultar em sanções que vão de advertência à cassação do registro.
Na entrevista concedida pela Polícia Civil na quarta-feira (28), os delegados afirmaram que a investigação levou em consideração o histórico de conflitos entre a vítima e a administração do prédio. O principal motivo para o crime teriam sido desavenças entre a vítima e o síndico, que começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família e que antes eram geridos pelo suspeito.
A última imagem de Daiane dentro do elevador foi registrada às 19h do dia 17 de dezembro, quando ela se dirigiu ao subsolo para verificar a interrupção de energia em seu apartamento. Às 19h08, outra moradora também usou o elevador para ir ao mesmo andar, mas relatou não ter visto nada de incomum. A polícia acredita que o suspeito matou a vítima nesse intervalo de tempo.
A vítima teria se dirigido ao subsolo para acessar o quadro de energia do edifício, após perceber que apenas o apartamento dela estava sem luz. O procedimento de cortar a energia de determinados apartamentos era uma conduta frequente do síndico. Ela desceu o elevador com o celular na mão e filmando a situação, o que pode ter gerado um atrito entre os dois.
A Polícia Científica informou que, no momento, as análises periciais seguem para identificação formal da vítima. Com a identificação também será estabelecida a causa da morte. O advogado da família da vítima, Plínio César Cunha Mendonça, afirmou à reportagem que apenas os restos mortais da corretora foram encontrados.

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