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Réu no STF

Defesa nega que Ramagem atuou contra as urnas e é corrigido por Cármem Lúcia sobre voto auditável

Em sua argumentação, Cintra citou as expressões "voto impresso" e "voto auditável" como sinônimas, mas a ministra alertou que as urnas eletrônicas são auditadas desde 1996, quando passaram a ser usadas

Publicado em 02 de Setembro de 2025 às 18:25

Agência Brasil

Publicado em 

02 set 2025 às 18:25
Durante sua sustentação oral durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista, o advogado Paulo Renato Cintra, defesa do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, disse que seu cliente não atacou as urnas eletrônicas.
Em sua argumentação, Cintra citou as expressões "voto impresso" e "voto auditável" como sinônimas ao defender que Ramagem não participou da difusão de desinformação para atacar o sistema eleitoral. O julgamento começou nesta terça-feira (2).
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) rebateu as falas da defesa sobre as urnas. Na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições, a magistrada afirmou com veemência que o voto impresso e o voto auditável não são a mesma coisa e informou que as urnas são auditáveis desde 1996, quando passaram a ser utilizadas nas eleições.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante primeiro dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 réus no STF
A ministra Cármen Lúcia deu bronca no advogado Crédito: Gustavo Moreno/ STF
“Vossa Senhoria usou, com muita frequência, como se fosse a mesma coisa, não é. O que foi dito o tempo todo é essa confusão para criar uma confusão na cabeça da brasileira e do brasileiro para colocar em xeque”, afirmou a ministra.
Em seguida, o advogado esclareceu sua fala e disse que usou as expressões voto impresso e auditável como sinônimos porque eram os termos tratados nas conversas de WhatsApp entre os ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, fatos que constam na acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR). 
“Eu usei essa expressão porque os temos eram tratados no texto que circular entre os acusados”, afirmou.
Na sustentação realizada durante o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que tem Ramagem como um dos réus, Cintra disse que os casos de monitoramento ilegal citados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na denúncia ocorreram antes da posse de Ramagem no comando da Abin.

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