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Relações Exteriores

Eduardo Bolsonaro retuíta e apoia Ernesto Araújo, mas está isolado

Na semana passada, Ernesto Araújo foi bombardeado em uma comissão do Senado. Criticado duramente, ele ouviu de dezenas de parlamentares o pedido para que deixasse o cargo

Publicado em 29 de Março de 2021 às 10:29

Agência FolhaPress

Publicado em 

29 mar 2021 às 10:29
Deputado federal Eduardo Bolsonaro
Deputado federal EduardoBo Crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), retuitou os ataques feitos pelo chanceler Ernesto Araújo à senadora Kátia Abreu (PP-TO) na noite de domingo (28).
A atitude foi lida como apoio do filho do presidente ao diplomata, que está balançando no cargo.
De acordo com um integrante do governo, Eduardo permanece alinhado com Araújo e defende que ele siga à frente do Itamaraty. Mas o filho do presidente estaria hoje isolado. Praticamente nenhum ministro de Bolsonaro estaria apoiando a permanência de Araújo no comando da diplomacia brasileira.
Na semana passada, Ernesto Araújo foi bombardeado em uma comissão do Senado. Criticado duramente, ele ouviu de dezenas de parlamentares o pedido para que deixasse o cargo, até mesmo por iniciativa própria.
A investida fez o presidente Jair Bolsonaro recuar da decisão de demitir o chanceler, para não parecer que estaria cedendo ao centrão. A ideia era deixar o tempo passar para as pressões diminuirem. E para que o presidente pudesse encontrar uma saída honrosa para Araújo.
Mas o ministro das Relações Exteriores fez o contrário: numa manobra para tentar permanecer no posto com apoio da ala radical do bolsonarismo, ele partiu para o ataque à senadora Kátia Abreu, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado –e, por meio dela, atingiu "todo o Senado Federal", de acordo com o próprio presidente da Casa, Rodrigo Pacheco.
No Twitter, Ernesto Araújo afirmou: "Em 4/3 recebi a Senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: 'Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado.' Não fiz gesto algum".
Em seguida, postou outra mensagem que dizia: "Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria".
As postagens mobilizaram os "formadores de opinião" do bolsonarismo, como o próprio Eduardo Bolsonaro. E em pouco tempo o nome de Kátia Abreu já estava entre os assuntos mais comentados do Twitter.
A ação foi vista com algo orquestrado e os senadores reagiram.
"No momento em que há um grande esforço para a pacificação e o entendimento, lamento muito que justamente o responsável por nossa diplomacia venha a criar mais um contencioso político para as instituições. O Brasil e o povo brasileiro não merecem isso", afirmou no Twitter o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
"A tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal. E justamente em um momento que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes. Essa constante desagregação é um grande desserviço ao País", escreveu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).​​

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