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Em ato por voto impresso, Bolsonaro coloca eleição de 2022 em dúvida

O presidente tem ignorado apelos de líderes e dirigentes de partidos do centrão que dão sustentação ao seu governo, e ataca o sistema eleitoral reiteradamente

Publicado em 01 de Agosto de 2021 às 14:16

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 ago 2021 às 14:16
Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro defende a volta do voto impresso Crédito: Isac Nóbrega/PR
 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) novamente colocou em dúvida a realização de eleições em 2022 ao se dirigir a apoiadores que realizam ato neste domingo (1º) em Brasília em defesa do voto impresso.
"Vocês estão aí, além de clamar pela garantia da nossa liberdade, buscando uma maneira que tenhamos uma eleições limpas e democráticas no ano que vem. Sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição", disse Bolsonaro, por vídeo, a manifestantes concentrados em frente ao Congresso Nacional.
Eletrizados pela live da última quinta-feira (29) em que o presidente fez seu principal ataque ao sistema de votação brasileiro e repetiu com alarde teorias já desmentidas sobre as urnas eletrônicas, bolsonaristas reforçaram o chamado para atos nacionais em defesa da bandeira.
Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e em Niterói. O ato em São Paulo está previsto para começar às 14h, na avenida Paulista.
Neste sábado (31), Bolsonaro ignorou apelos de líderes e dirigentes de partidos do centrão que dão sustentação ao seu governo e voltou a atacar o sistema eleitoral durante manifestação a seu favor em Presidente Prudente (SP). Ele afirmou em palanque que a democracia só existe com eleições limpas e que não aceitará uma "farsa".
"Queremos eleições, votar, mas não aceitaremos uma farsa como querem nos impor. O soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Jamais temerei alguns homens aqui no Brasil que querem impor sua vontade", disse no interior paulista.
Aliados de Bolsonaro avaliam a renovação do discurso golpista do presidente como uma tentativa de manter sua base radical mobilizada diante de uma sucessão de acontecimentos que têm desgastado o governo ou colocado em xeque o discurso com o qual se elegeu em 2018 após a aliança com o centrão, consolidada com a indicação de Ciro Nogueira para chefiar a Casa Civil na semana passada.

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