No lançamento da "megavacinação" contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o Brasil é "um sucesso" no enfrentamento da doença e ligou a recente onda de coronavírus na Europa a um nível mais baixo de adesão ao imunizante.
"O que tem acontecido em alguns países da Europa, eles estão sofrendo com a nova onda [de Covid-19]. As pessoas que não tomaram vacina ou tomaram há mais de seis meses precisam tomar o reforço. E quem não tomou a segunda dose precisa buscar as salas de vacinação para a segunda dose", afirmou no evento.
"O Brasil tem sido um case de sucesso no enfrentamento da pandemia", disse. Momentos depois, o ministro da Saúde foi imunizado pela terceira vez esse ano para prevenir o coronavírus.
A IMPORTÂNCIA DA VACINA
Diversas vezes durante o lançamento da megavacinação, Queiroga exaltou a eficácia e a importância das vacinas para combater a Covid-19. Ele afirmou que elas são seguras e foram devidamente testadas em todas as etapas necessárias.
A postura do ministro da Saúde é um grande contraste com a do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que repetidamente falou não ter tomado vacina para prevenir a doença. Pela idade, Bolsonaro poderia, inclusive, já ter tomado a terceira dose.
Nem a pressão da comunidade internacional parece ter convencido o presidente a se vacinar. Quando estava prestes a viajar aos Estados Unidos, em setembro, para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Bolsonaro criticou a medida de proteção em uma live.
A cidade de Nova York, onde fica a sede do órgão, determinou que todos os participantes do evento deveriam ter um comprovante de imunização. A ONU afirmou que não pode cobrar o documento, mas isso não impediu o presidente brasileiro de ser ridicularizado por figuras internacionais, como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e Boris Johnson, o primeiro-ministro do Reino Unido.
A SITUAÇÃO DA EUROPA
Com 60% dos novos casos mundiais de Covid-19, a Europa voltou a ser o epicentro da doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o que levou alguns países a considerarem a reimposição de restrições no período que antecede o Natal.
A chegada do inverno no hemisfério norte preocupa as autoridades, já que o vírus se espalha mais facilmente nos meses de frio, quando as pessoas se reúnem em casa.