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Imunização

Estudo aponta eficácia de dose única de vacinas em quem já teve Covid

Pesquisa mostrou que recuperados da doença desenvolveram mais anticorpos com apenas uma aplicação dos imunizantes da Pfizer e da Moderna do que quem nunca teve e recebeu duas doses

Publicado em 13 de Março de 2021 às 17:44

Publicado em 

13 mar 2021 às 17:44
Governo federal negocia compra da vacina da Moderna
Governo federal negocia compra da vacina da Moderna Crédito: Anna Nolte/ U.S Air Force
Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn, em Nova York, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo apontando a eficácia da aplicação de uma única dose das vacinas da Pfizer e da Moderna em pacientes que já tiveram Covid-19. A indicação é que quem já pegou a doença desenvolveu mais rapidamente anticorpos com uma dose, até mesmo dos que nunca foram infectados e receberam duas doses.
O estudo, publicado na forma de carta e não como artigo revisado no periódico acadêmico New England Journal of Medicine, analisou 110 participantes de um teste clínico, sendo que um grupo já havia tido diagnóstico positivo de Covid-19 e outro que ainda não havia sido contaminada pelo vírus.
Os participantes que já haviam tido Covid-19 desenvolveram mais rapidamente anticorpos com uma dose, enquanto os não infectados previamente tiveram baixa resposta na criação de anticorpos até o 12º dia depois da vacinação, a sua maioria após este período.
O desempenho dos previamente infectados foi superior também ao de pessoas que receberam duas doses das vacinas adotadas na pesquisa. Neste grupo, a aplicação da 2ª dose não revelou mudanças significativas no sistema imunológico contra o vírus.
Os pesquisadores também avaliaram os efeitos colaterais. Eles foram maiores nos participantes que já haviam contraído Covid-19, mas em nenhum dos casos houve eventos adversos que levassem à hospitalização.
“Nós descobrimos que uma dose das vacinas gerou rápida resposta em participantes soropositivos [do novo coronavírus], com níveis de anticorpos similares ou superiores a participantes soronegativos que receberam duas doses. Mas se uma dose destas vacinas provê proteção efetiva em soropositivos ainda requer investigação”, concluem os autores.
governo federal necia a compra de imunizantes das duas fabricantes. No caso da vacina da Pfizer, foi publicada uma dispensa de licitação para a obtenção de 100 milhões de doses. O Ministério da Saúde espera adquirir 30 milhões de doses com a Moderna, mas ainda espera proposta da farmacêutica.

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