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8 pontos à frente

Genial/Quaest: Lula venceria Flávio Bolsonaro no 2º turno por 45% a 37%

Avaliação positiva do governo atinge maior patamar desde ao menos julho de 2025; rejeição de Lula tem tendência de queda, e a de Flávio chega a 57%

Publicado em 15 de Julho de 2026 às 08:43

Publicado em 

15 jul 2026 às 08:43

SÃO PAULO - Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para oito pontos em simulação de segundo turno e venceria a eleição por 45% a 37%.


Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.


A vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Na sondagem realizada em maio, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate dentro da margem de erro.

Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro Agência Brasil e Edilson Rodrigues/Senado

A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 10 a 13 de julho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.


A rejeição de Lula apresenta tendência de queda e atualmente é de 50%, enquanto a de Flávio, em viés de alta, é de 57%.


O senador do PL tem o maior índice de eleitores que dizem que não votariam nele, seguido do petista. Entre os demais, os índices são de 34% para Ronaldo Caiado (PSD), 31% para Romeu Zema (Novo), 27% para Cabo Daciolo (Mobiliza), 18% para Joaquim Barbosa (DC), 17% para Renan Santos (Missão) e 16% para Augusto Cury (Avante). Os outros candidatos têm rejeição entre 8% e 11%.

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O resultado é aferido após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicar um vídeo em que afirmou que Flávio a desrespeitou, maltratou e deixou subentendido que não queria o apoio dela, tornando público um acirramento do conflito entre os bolsonaristas.


O episódio levou senador a ler uma carta na qual Jair Bolsonaro reafirma seu apoio ao filho na eleição presidencial deste ano. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decretou proibição a de visitas de Flávio a Jair por descumprimento a medida cautelar que impede o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por terceiro.

Questionados sobre o assunto, 49% disseram ter ficado sabendo dos vídeos de Michelle com críticas a Flávio e às alianças políticas do partido, enquanto 51% responderam o oposto. Para 45%, Michelle acertou ao divulgar o vídeo nas redes sociais. Consideram que a ex-primeira errou 38%.


A participação direta de Michelle na campanha de Flávio aumenta as chances de vitória dele na opinião de 38%, ao passo que 47% consideram que não aumenta.


A tendência de 42% é concordar com mais com Michelle. Outros 18% dizem estar mais alinhados ao filho do ex-presidente. Concordam com ambos em parte 3%, e 22% não estão do lado de nenhum dos dois. Não souberam opinar ou não responderam 15%.

Primeiro turno

Em relação ao primeiro turno, o cenário estimulado da pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio que tem 28%.


Caiado aparece com 4%, seguido por Renan, com 3%, e Zema, com 2%. Daciolo, Cury, Barbosa e Samara Martins (UP) registram 1% cada; os demais candidatos não pontuaram.


Indecisos são 11%, enquanto 8% dizem que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.

No segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. O petista marca 45% contra 37% de Flávio, 36% de Caiado, 35% de Zema e 33% de Renan.

Os três rivais da direita não bolsonarista ainda têm índices relevantes de desconhecimento: 44% no caso de Caiado, 50% no de Zema e 77% no de Renan.

Avaliação de governo

A avaliação negativa do governo Lula se igualou à positiva, ficando em 36%. O índice regular foi de 26%. O índice positivo é numericamente o maior da série histórica iniciada em julho de 2025, e o negativo é o menor.


Desde março, quando a avaliação negativa atingiu o pico numérico de 43%, ela recuou sete pontos; já a positiva avançou cinco pontos desde então. A parcela que considera a gestão regular ficou estável, oscilando de 25% para 26%.

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