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Retirada gradual

Governo Lula descarta revogar de imediato sigilos de 100 anos impostos por Bolsonaro

Medida em prol da transparência foi promessa de campanha do petista; para futuro CGU, é preciso analisar caso a caso
Agência FolhaPress

Publicado em 

24 dez 2022 às 13:44

Publicado em 24 de Dezembro de 2022 às 13:44

BRASÍLIA, DF - Promessa de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a suspensão dos sigilos de 100 anos impostos pelo governo Jair Bolsonaro (PL) não será imediata. A retirada será gradual e analisada caso a caso, para que não se incorra em erros.
Esta é a indicação dada pelo futuro ministro da CGU (Controladoria Geral da União), Vinícius Carvalho, em conversas com interlocutores nos últimos dias.
Presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém silêncio sobre vitória de Lula (PT) nas Eleições 2022
Bolsonaro proibiu o acesso, por exemplo, ao seu cartão de vacinação, Crédito: Eduardo Anizelli/ Folhapress
Segundo Carvalho tem argumentado, a revogação em bloco contradiz o princípio da própria lei, que é o interesse público. Ele tem evitado se comprometer com um prazo.
Carvalho deve se reunir com a equipe do grupo setorial da transição que analisou os dados já na semana que vem, para avaliar a sugestão dos técnicos. Há uma preocupação em não desrespeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que preserva informações pessoais.
Em uma primeira análise, segundo relatos, Carvalho tem dito que Bolsonaro usou a LGPD como biombo para não expor informações de interesse público.
Durante a campanha nas eleições de 2022, Lula chegou a falar em revogaço dos sigilos de 100 anos decretados por Bolsonaro.
O presidente proibiu o acesso, por exemplo, ao seu cartão de vacinação, além de ter mantido em sigilo o processo disciplinar no Exército contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e até o cachê pago pela Caixa Econômica Federal ao cantor Gustavo Lima pela Mega da Virada em 2021.

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