Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Intoxicação por metanol: Brasil não tem principal antídoto, e governo negocia estoque
Bebidas adulteradas

Intoxicação por metanol: Brasil não tem principal antídoto, e governo negocia estoque

País depende do etanol farmacêutico, enquanto especialistas citam fomepizol como mais eficaz; Ministério da Saúde e Anvisa anunciam medidas para importação emergencial em meio à crise
Agência FolhaPress

Publicado em 

03 out 2025 às 09:02

Publicado em 03 de Outubro de 2025 às 09:02

SÃO PAULO - O fomepizol, principal antídoto para casos de intoxicação por metanol e outros álcoois perigosos, não possui registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), condição obrigatória para oferta no Brasil.
De acordo com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas, referência no diagnóstico e tratamento de intoxicações, o fomepizol bloqueia a transformação dessas substâncias em outros compostos tóxicos e é mais fácil de administrar que o etanol farmacêutico, único antídoto disponível para esse fim atualmente no país.
Em entrevista coletiva concedida quinta-feira (2) em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo tentará importar fomepizol. A Anvisa anunciou que para isso vai publicar um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do produto.
Garrafas de destilados apreendidas em São Paulo em comércio suspeito de vender bebida adulterada com metanol Crédito: Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo
Técnicos do governo também procuraram diretamente três produtoras estrangeiras, bem como uma associação de farmacêuticas da Índia, e foram consultadas agências reguladoras de dez países -não foram citados quais.
O ministério afirmou ainda que está em negociação com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para receber uma doação de fomepizol, que está na lista de medicamentos essenciais da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Quanto ao antídoto atualmente disponível no país, Padilha afirmou que hospitais universitários farão uma compra imediata de 4.300 ampolas de etanol farmacêutico.
Embora não haja falta declarada de etanol, o Ciatox alerta que depender apenas dessa opção deixa o sistema de saúde vulnerável e reforça a importância de garantir acesso rápido e seguro a antídotos contra intoxicações graves.
O etanol utilizado como antídoto é produzido por laboratórios ou farmácias de manipulação, em grau de pureza adequado para uso médico, aponta a pasta. Sua administração, intravenosa ou oral, é sempre feita em ambiente hospitalar. Quando há necessidade clínica, o Ciatox solicita a manipulação do etanol farmacêutico e faz o envio para os hospitais.
Balanço divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde aponta que já foram notificados 59 casos de possível intoxicação por metanol no país, em São Paulo, em Pernambuco e no Distrito Federal.
São 11 casos confirmados e 48 em investigação. Uma morte por intoxicação com metanol foi confirmada, e há outras sete em análise.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Bloqueio de Trump ao Irã é uma aposta arriscada. Vai funcionar?
Imagem de destaque
Quem é Alexandre Ramagem, delegado da PF e ex-deputado federal preso nos EUA
Imagem de destaque
Vestibular USP e Unicamp 2027: confira dicas práticas para se preparar desde já

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados