Prejuízo
O que dizem a empresa e especialistas
Baque, reação e solidariedade
Na íntegra: nota da empresa
"É de conhecimento global, e acreditamos que, pela natureza do seu negócio, compreendem ainda mais, a pandemia da Covid-19 enterrou o turismo, quebrando diversas empresas do ramo e fazendo com que as sobreviventes saíssem com dívidas leoninas para lidar com as promessas não entregues. A Kairós foi uma delas. Ademais, a situação belicosa global igualmente prejudicou nossos negócios, com diversas viagens sendo canceladas por receio da escalada dos conflitos em Israel. Dívidas estas que, inclusive, foram arcadas do próprio bolso dos sócios, e não apenas da empresa.
Em razão dessas dívidas impagáveis, a Kairós seguia suas atividades dedicando o lucro exclusivamente para arcar com seus compromissos, porém, por uma infeliz coincidência, um de nossos credores bloqueou os nossos créditos referentes à viagem do Jubileu de 2025. Infelizmente, compreendemos demasiadamente a dor desses jovens, o que aumenta ainda mais a nossa dor pela situação e o sentimento de culpa. Não somos apenas uma empresa, esse trabalho tem um propósito maior, e compreendemos a força espiritual do Jubileu, bem como sua periodicidade.
Por isso, embora não possamos reintegrar o prejuízo neste momento, uma vez que os valores e os lucros foram completamente devorados por credores, afirmamos que estamos buscando todo o suporte e apoio para que todos os lesados sejam compensados. E o que fazemos na prática? Ainda não está muito claro, mas diante de toda a situação e a pressão da mídia, não conseguimos elaborar um plano com consciência e clareza. Estudamos a possibilidade de encaminhar os grupos para agências de terceiros e assumirmos mais uma dívida, mas diante da divulgação da quebra e acusações de golpe, o nosso trabalho foi muito comprometido; talvez algum dia possamos reestruturar nossas viagens com o objetivo de satisfazer os prejudicados.
Como católicos, aceitamos nossa cruz e não vamos fugir de nossas responsabilidades. Mas para isso, precisamos de paciência e, sobretudo, apoio. Que a solidariedade de vocês para com os prejudicados se estenda para nós, pois não somos covardes e nem criminosos, porém, somos uma empresa pequena, que tem unicamente o trabalho para honrar todos os compromissos. Esperamos ter esclarecido e requeremos, por todo amor de Deus, que, se possível, nos ajudar a passar esta mensagem a quem interessar e ajudar a todos na medida do possível.
Por fim, esclarecemos que não nos opomos a críticas, pois todos estão em seus direitos. Porém, cumpre ressaltar que a liberdade de expressão possui limites constitucionais claros, e, diante da já frágil situação da empresa, qualquer tipo de injúria, calúnia ou difamação serão alvos das providências judiciais cabíveis".