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No Rio de Janeiro

Justiça ordena soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Monique seria julgada nesta segunda-feira (23) por sete jurados, mas uma manobra da defesa de Jairinho, outro réu pela morte de Henry Borel, fez com que a sessão plenária fosse cancelada
Agência FolhaPress

Publicado em 

23 mar 2026 às 14:36

Publicado em 23 de Março de 2026 às 14:36

Monique Medeiros foi solta em agosto de 2022 três dias após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogar a prisão preventiva dela
Ordem para soltura de Monique Medeiros foi decidida nesta segunda-feira (23) Crédito: Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação
A juíza Elizabeth Medeiros Louro, do 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, decidiu pela soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Monique seria julgada nesta segunda-feira (23) por sete jurados, mas uma manobra da defesa de Jairinho, outro réu pela morte de Henry Borel, fez com que a sessão plenária fosse cancelada. Jairinho, por sua vez, teve a prisão mantida. A juíza entendeu que a defesa de Monique foi prejudicada pela manobra de Jairinho, com excesso de adiamentos para o julgamento.
A decisão da Justiça, com expedição imediato de alvará de soltura, é passível de recurso pelo Ministério Público. O STF (Supremo Tribunal Federal) também pode analisar o caso. Em 2025, o ministro Gilmar Mendes havia determinado nova prisão de Monique. "A manutenção de sua prisão configura óbvio constrangimento ilegal, já que não pode suportar prejuízo decorrente de circunstância a qual não deu causa", disse a juíza.
"Em que pese o parecer contrário do MP, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo, razão pela qual relaxo a prisão e determino a imediata expedição de alvará de soltura a seu favor".
O promotor Fabio Vieira dos Santos afirmou que vai recorrer da decisão. O abandono em plenário foi feito pela defesa de Jairinho como manobra para adiar obrigatoriamente a sessão. Nova plenária foi marcada para o dia 22 de junho.

Entenda o caso

Henry morreu aos 4 anos após dar entrada em um hospital na zona oeste do Rio com múltiplas lesões pelo corpo. O caso teve grande repercussão nacional e levou à criação da Lei Henry Borel, que ampliou mecanismos de proteção a crianças vítimas de violência. Um dos pontos centrais é o aumento de pena para homicídios cometidos no ambiente doméstico contra menores de idade.
A lei tornou o homicídio contra menores de 14 anos um crime hediondo, qualificado, com penas de 12 a 30 anos, além de implementar medidas protetivas de urgência semelhantes às da Lei Maria da Penha.

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