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Megablocos de Carnaval serão transferidos da orla para o centro do Rio

"É uma área com menos moradores, menos ocupada, e onde temos um controle mais adequado em termos de órgãos públicos. Você chega bem de metrô, de trem, e também sai bem"

Publicado em 16 de Fevereiro de 2019 às 11:20

Publicado em 

16 fev 2019 às 11:20
Desfile do maior e mais tradicional bloco do Carnaval do Rio, o Cordão do Bola Preta Crédito: Hudson Pontes/Riotur
O mar de gente que ano após ano costuma tomar as orlas da zona sul durante os grandes blocos de Carnaval do Rio de Janeiro vai ocupar outro local nas próximas semanas: o centro carioca.
A Prefeitura do Rio anunciou nesta sexta (15) que os chamados "megablocos" de rua, que normalmente reúnem mais de 200 mil ou 300 mil pessoas, serão transferidos para avenidas da região central em 2019.
"É uma área com menos moradores, menos ocupada, e onde temos um controle mais adequado em termos de órgãos públicos. Você chega bem de metrô, de trem, e também sai bem", justificou Marcelo Alves, presidente da Riotur (empresa municipal de turismo responsável pelo Carnaval).
A mudança inclui blocos famosos: o Chora, Me Liga e o Monobloco, que em 2018 lotaram o Aterro do Flamengo, e o Simpatia É Quase Amor, que encheu Ipanema, agora sairão da av. Primeiro de Março, no centro.
Alguns outros cortejos grandes, porém, continuarão nos mesmos locais da zona sul, como o Bangalafumenga (Aterro) e o Areia (Leblon). A Banda de Ipanema também segue no seu bairro de origem, mas vai desfilar três vezes ao invés de seis neste ano.
Mesmo com uma redução de 20%, a zona sul segue com o maior número de desfiles no Rio de Janeiro. Serão 127, ante 114 no centro e 109 na zona norte, além de 148 em outros bairros como Tijuca (norte) e Barra da Tijuca (oeste).
No total, o Carnaval carioca sofreu neste ano uma baixa significativa, de 608 desfiles em 2018 para 498, considerando os blocos registrados oficialmente. "Não queremos mais ser o maior Carnaval, e sim o melhor Carnaval" foi o mantra repetido por Alves à imprensa nesta sexta.
Ele afirma que a redução "não foi uma imposição única da Riotur" e foi discutida nas reuniões ao longo do último ano com outros órgãos públicos e com moradores. "É em função da redução do efetivo que nós temos. Temos que ter um limite", disse, citando a Guarda Municipal e a CET (companhia de trânsito).
São esperados 7 milhões de foliões, sendo 1,5 milhão de fora da cidade. O custo total da festa neste ano será de R$ 71 milhões, com 44% desse valor pago pela prefeitura e o restante por patrocinadores.
O prefeito Marcelo Crivella (PRB) insistiu na ideia de que a prefeitura deve gastar cada vez menos com Carnaval. "As mulheres vão entender isso. Carnaval é um bebê parrudo que precisa ser desmamado e andar com as próprias pernas", disse ele, que não ficou no evento para responder perguntas dos jornalistas.
Os órgãos públicos fizeram uma série de recomendações aos foliões. Entre elas estão não levar ou comprar garrafas de vidro -já que a maior parte dos incidentes ocorrem por isso-, consumir de ambulantes credenciados e descartar o lixo adequadamente.
Também chamaram atenção para a importância de identificar as crianças com pulseirinhas, cordões ou etiquetas, anotando um número de contato, e de não fazer xixi na rua, o que gera uma multa de R$ 500.
"A Guarda Municipal vai ser ainda mais rigorosa na questão dos mijões. Quer fazer xixi, vai no banheiro químico", disse o presidente da Riotur. Haverá cabines em 32 mil pontos, afirmou ele.

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