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Pedido de ajuda

Michelle se reúne com Gilmar Mendes e pede prisão domiciliar para Bolsonaro

Ex-primeira-dama tem dito que Polícia Federal não tem condições de socorrer ex-presidente se houver emergência
Agência FolhaPress

Publicado em 

15 jan 2026 às 16:26

Publicado em 15 de Janeiro de 2026 às 16:26

BRASÍLIA - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se encontrou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e pediu ajuda para que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seja enviado para prisão domiciliar.
A conversa entre Michelle e Gilmar foi revelada pelo portal G1 e confirmada pela Folha. A defesa de Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, na terça (13).
A defesa cita o estado de saúde de Bolsonaro, a queda da última semana e pede, em caráter de urgência, uma avaliação médica independente sobre a compatibilidade do estado clínico com a cela na qual está preso – um cômodo na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
"A execução penal, sobretudo quando envolve pessoa idosa e clinicamente vulnerável, não pode se estruturar sobre a expectativa de que a sorte continue a intervir. A tutela jurisdicional deve ser preventiva, e não reativa a tragédias consumadas", dizem os advogados.
Michelle Bolsonaro, wife of former Brazilian President Jair Bolsonaro
Michelle tem demonstrado preocupação com o estado de saúde do marido Crédito: REUTERS/Adriano Machado
Michelle tem demonstrado preocupação com o estado de saúde do marido. A ex-primeira-dama afirma ainda não saber, por exemplo, o horário em que ele caiu, na semana passada – o que, na visão dela, seria mais um indicativo de que a PF não está preparada para socorrê-lo, em caso de emergência.
Após visitar o pai nesta quinta (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, disse que ele estava soluçando muito. O parlamentar voltou a reclamar do barulho do ar condicionado central, que fica perto da cela.
"Ele pediu um abafador por causa do som enlouquecedor a que ele é submetido por quase 12 horas por dia, de 7h da manhã às 7h da noite", afirmou. "Isso é técnica de tortura, não tem outra palavra fofinha para dar."

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