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Operação Contragolpe

Militar preso roubou dados de motorista para tramar contra Moraes, diz PF

Tenente-coronel habilitou celular usado em comunicação de grupo que armava golpe em nome do dono de um carro com quem tinha se envolvido em acidente de trânsito
Agência FolhaPress

Publicado em 

20 nov 2024 às 17:43

Publicado em 20 de Novembro de 2024 às 17:43

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal afirma que um dos militares envolvidos no plano para matar o presidente Lula (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes usou dados de outra pessoa para habilitar um celular usado na comunicação do grupo.
De acordo com relatório policial que respaldou a Operação Contragolpe, deflagrada na terça-feira (19), o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, então major, cadastrou o aparelho em nome do dono de um carro com quem se envolveu em acidente de trânsito na rodovia que liga Brasília a Goiânia.
Os investidores afirmam que a conduta "converge com o processo de 'anonimização', técnica prevista na doutrina de Forças Especiais do Exército que possui como finalidade não permitir a identificação do verdadeiro usuário do prefixo telefônico".
O uso dos dados, segundo afirmou a PF, foi identificado após a apreensão de celular em poder de Oliveira em fevereiro passado, quando foi realizada a Operação Tempus Veritatis, fase anterior da investigação que tem o objetivo de identificar os responsáveis pela trama golpista.
Sede da Polícia Federal em Brasília
Sede da Polícia Federal em Brasília Crédito: PF/ Divulgação
Os peritos identificaram no telefone duas imagens, fotos da carteira de habilitação de Lafaiete Teixeira Caitano e de um certificado de licenciamento de veículo.
Após pesquisas, os investigadores obtiveram junto à Polícia Civil de Goiás a informação de que Caitano e Oliveira se envolveram em acidente de trânsito em 24 de novembro de 2022, pouco depois das 22h, na BR 060, em localidade conhecida como Sete Curvas, perto de Brasília.
A polícia concluiu, então, que as imagens haviam sido obtidas em razão do ocorrido e seguiu em pesquisas. Os agentes solicitaram dados do celular associado a teixeiralafaiete230, codinome vinculado ao aparelho usado nas comunicações do grupo sob investigação.
A empresa confirmou que o aparelho foi cadastrado em 8 de dezembro daquele ano "exatamente em nome de Lafaiete Teixeira Caitano, condutor envolvido no mencionado acidente".
O relatório da PF afirma que "a equipe de investigação chegou à conclusão de que Rafael de Oliveira utilizou os dados de Lafaiete Teixeira Caitano, terceiro de boa-fé, para habilitar número telefônico que, posteriormente, foi utilizado na ação clandestina do dia 15 de dezembro de 2022". A reportagem tenta localizar a defesa de Oliveira.
Os investigadores afirmam que os militares envolvidos na trama chegaram a se posicionar para supostamente agir naquele 15 de dezembro. A partir das 20h33, os suspeitos informaram estar em seus postos. A operação foi cancelada, no entanto, às 20h59.
"Às 20h57min, Áustria [o condinome de um dos suspeitos na troca de mensagens] escreve: 'Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?', possivelmente querendo saber se a ação iria ser cancelada. Dois minutos depois, o número sob o nome 'teixeiralafaiete230', apontado como líder da operação, responde: 'Abortar... Áustria... volta para local de desembarque... estamos aqui'."
O grupo trocou mensagens com a informação de que a sessão do STF naquele dia havia sido adiada, o que teria motivado o cancelamento da ação.
De acordo com o inquérito, as trocas de mensagens indicam que a pessoa associada ao codinome teixeiralafaiete230 exercia papel de liderança entre os responsáveis pelo plano.

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