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Moraes repreende ex-comandante do Exército: ou falseou na polícia ou está falseando aqui

Ministro do STF cobrou de Freire Gomes detalhes sobre participação de ex-chefe da Marinha em plano de golpe de Estado durante depoimento na ação penal que tem como réus Bolsonaro e mais sete

Publicado em 19 de Maio de 2025 às 20:18

Estadão Conteúdo

Publicado em 

19 mai 2025 às 20:18
BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repreendeu o ex-comandante do Exército general Marco Antônio Freire Gomes durante depoimento prestado nesta segunda-feira (19) na sede da Corte. O magistrado afirmou que o militar mudou a versão dada à Polícia Federal (PF) de que o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos teria concordado com o plano de golpe de Jair Bolsonaro.
Em depoimento à Primeira Turma da Corte, questionado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a anuência de Garnier com o plano de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse não ser possível saber se houve, de fato, adesão ao intento golpista.
"Eu estava focado na minha missão de lealdade, de ser franco com o presidente. Que eu me lembre, o que o ministro da Defesa (Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira) fez foi ficar calado. O almirante Garnier não me lembro de ele ter falado (a favor do golpe). Ele demonstrou apreço. Não interpretei como nenhum tipo de conluio", disse.
Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, em 2020
Em depoimento à Polícia Federal, Freire Gomes relatou um encontro entre os comandantes das Forças Armadas e Bolsonaro Crédito: Alan Santos/PR/Arquivo
Moraes interrompeu o interrogatório e solicitou ao ex-chefe do Exército que pensasse bem antes de responder, porque "testemunha não pode omitir o que sabe". "Se mentiu na polícia, tem que dizer que mentiu na polícia. A testemunha foi comandante do Exército, está preparado para situações de pressão", disse o ministro do STF. "O senhor disse na polícia que Garnier se colocou à disposição do presidente. Ou o senhor falseou na polícia ou está falseando aqui", completou.
Em depoimento à Polícia Federal, Freire Gomes relatou um encontro entre os comandantes das Forças Armadas e Bolsonaro em 7 de dezembro de 2022.
Na ocasião, o então presidente apresentou uma versão do documento com a decretação do Estado de Defesa e a criação da Comissão de Regularidade para "apurar a conformidade e a legalidade do processo eleitoral".
Aos investigadores, o ex-comandante do Exército disse: "Que acredita, pelo que se recorda, que o almirante Garnier teria se colocado à disposição do presidente da República".
Nesta segunda (19), após ser alertado por Moraes, Freire Gomes afirmou que "jamais mentiria". "O que queria relatar é que eu me coloquei contrário ao assunto. O almirante Garnier tomou essa postura de ficar com o presidente. Eu não posso inferir o que ele queria dizer com 'estar com o presidente'", disse.
Durante o depoimento, Freire Gomes também confirmou que o plano de golpe apresentado a ele e aos outros comandantes das Forças Armadas continha plano de prisão de Moraes.
Freire Gomes foi convocado tanto como testemunha de acusação quanto de defesa dos réus Jair Messias Bolsonaro, Mauro Cid, Almir Garnier dos Santos e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
Além de Moraes, participaram por vídeo os outros ministros que integram a Primeira Turma do STF, Carmem Lucia, Cristiano Zanin e Luiz Fux. O único que esteve ausente foi Flavio Dino. O ex-presidente Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto e Augusto Heleno também acompanharam os depoimentos.

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