Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Mulher morre queimada com ácido pelo ex-marido em Brasília
Feminicídio

Mulher morre queimada com ácido pelo ex-marido em Brasília

Cácia Regina Pereira da Silva, 47, estava internada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) desde o dia 25 do mês passado mas não resistiu aos ferimentos

Publicado em 09 de Maio de 2019 às 18:06

Publicado em 

09 mai 2019 às 18:06
A mulher teve 45% do corpo queimado e recebeu implante de pele. Porém, desenvolveu um quadro de infecção, não resistiu aos ferimentos e morreu Crédito: Agência Brasil
Morreu nesta quinta-feira (09) em Brasília mais uma vítima de feminicídio. Cácia Regina Pereira da Silva, 47, estava internada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) desde o dia 25 do mês passado, após o ex-marido ter jogado ácido em seu corpo.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a mulher teve 45% do corpo queimado e recebeu implante de pele na última sexta-feira (03). Porém, desenvolveu um quadro de infecção e não resistiu aos ferimentos, decorrentes das queimaduras de terceiro grau que atingiram face, colo, tórax e membros superiores. O óbito foi registrado pela equipe hospitalar às 7h35 desta quinta-feira.
O crime ocorreu na residência da vítima, no bairro Nova Colina, em Sobradinho (DF). De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o ex-marido dela, Júlio César Villa Nova, 55, depois de ter jogado a substância corrosiva, ainda tentou atirar na vítima, e não conseguiu. Em seguida, mirou a arma contra a própria cabeça e cometeu suicídio.
No final do mês passado, a Agência Brasil repercutiu estudo elaborado pela Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF), órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, que mostrou o perfil de vítimas e autores de feminicídios perpetrados na capital federal. Entre março de 2015 e março deste ano, 11 dos 68 autores desse tipo de crime se mataram após cometê-lo.
A pesquisa revelou ainda que um quinto dos autores (20,6%) matou as mulheres por não se conformar com o fim do relacionamento. A maioria (63,3%) dos feminicídios reportados no período analisado pela CTMHF ocorreu durante a noite ou a madrugada, na faixa horária compreendida entre 18h e 5h59, como foi o caso de Cácia.
Segundo cálculos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), a cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Naquele ano, ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, em razão de sua identidade de gênero, ou seja, simplesmente por serem mulheres. Desse total de mortes, 1.133 foram registradas no Brasil.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Durante a fuga, suspeito bateu o carro em outro veículo, na descida da Terceira Ponte, danificando o automóvel
Chefe do tráfico de morro em Vitória é baleado após perseguição que cruzou a 3ª Ponte
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 24/04/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados