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Operação da PF contra abuso sexual infantil resgata vítimas em três Estados

A operação mirou no compartilhamento, na produção e na venda de material de abuso sexual infantil na internet, além de estupro de vulnerável
Agência FolhaPress

Publicado em 

08 out 2025 às 15:45

Publicado em 08 de Outubro de 2025 às 15:45

Operação Nacional Proteção Integral 3 foi realizada em vários estados brasileiros nesta quarta (8)
Operação Nacional Proteção Integral 3 foi realizada em vários estados brasileiros nesta quarta (8) Crédito: Divulgação/Polícia Federal
A Operação Nacional Proteção Integral 3, da Polícia Federal, que mirou no compartilhamento, na produção e na venda de material de abuso sexual infantil na internet, além de estupro de vulnerável, resgatou três crianças que estavam com supostos abusadores em São Paulo, Amazonas e Santa Catarina.
Segundo a coordenadora de Combate a Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil da PF, Rafaella Parca, a situação foi identificada quando os policiais entraram nas residências de produtores de material de abuso sexual infantil alvos da operação e viram as crianças que foram retratadas nas imagens. "Fizemos cessar aquela situação de violência que estava em andamento. Se não fosse a gente entrando nessa casa, essa criança continuaria sendo violentada", disse. A PF encaminhará as crianças para autoridades locais.
Todo o material de conteúdo sexual apreendido pela polícia também será retirado de circulação. Segundo a delegada, só em uma das residências, foram encontradas 5 mil imagens. "Os números são assustadores e a gente precisa dessa resposta coletiva", disse. Os casos da investigação, que não é específica, ou seja, não mirou em um grupo só, vieram de várias fontes, como canais de denúncia, dark web, e ações proativas das polícias federal e civis de todos os estados do país.
Ao todo, foram presas ao menos 55 pessoas e cumpridos 182 mandados de busca e apreensão. De acordo com a delegada, a maior parte destas pessoas estava com material de abuso infantil armazenado no celular, computador, ou em alguma outra mídia, como um HD ou pen drive, o que configura crime. "Quando a gente prende essas pessoas, ainda que sejam consumidores de material de abuso, percebemos que existe uma progressão criminosa. O indivíduo não quer armazenar e consumir apenas. Quando tiver oportunidade, ele vai abusar efetivamente, se é que já não abusou de alguém", disse.
Participaram da ação 617 policiais federais e 273 policiais civis dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

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