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Decisão do Barroso

Pacheco diz que CPI da Covid pode antecipar palanque eleitoral para 2022

Ministro do STF determinou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Covid-19, e presidente do Senado afirmou que decisão judicial se cumpre

Publicado em 09 de Abril de 2021 às 12:55

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 abr 2021 às 12:55
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, durante declaração após entrega da medida provisória que trata da privatização da Eletrobrás.
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, afirmou que vai instalar CPI da Covid Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do SenadoRodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quinta-feira (8) que vai cumprir a ordem do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Covid-19, mas afirmou que o colegiado não pode servir de palanque político e coroamento do insucesso no combate da pandemia.
As declarações foram dadas ao fim de uma sessão do Senado, pouco depois de ser divulgada a decisão de Barroso. O ministro do STF considerou que estão presentes os requisitos necessários para abertura da comissão e que o chefe do Senado não pode se omitir em relação a isso.
O ministro do STF submeteu a decisão à análise da Corte. O caso será julgado na próxima sessão virtual do Supremo, que começa em 16 de abril e vai até o dia 26 do mesmo mês. Nesse período, os magistrados devem incluir seus votos no sistema.
Pacheco qualificou a decisão do STF de equivocada e disse que, neste momento, "com a gravidade que a pandemia nos exige união, vai ser um ponto fora da curva".
"E para além de um ponto fora da curva, pode ser o coroamento do insucesso nacional do enfrentamento da pandemia", disse.
Para o senador, a decisão pode antecipar a disputa eleitoral de 2022 e prejudicar o combate à Covid-19. "A CPI poderá, sim, ter um papel de antecipação de discussão político-eleitoral de 2022, de palanque político, que é absolutamente inapropriado para este momento da nação."
A decisão é uma derrota para a base aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, que vinha tentando barrar a comissão para investigar a condução da pandemia.

DECISÃO SURPREENDEU PACHECO

Segundo aliados de Pacheco, a decisão pegou o presidente do Senado de surpresa. Uma saída para o senador, contrário à CPI, seria instalar a comissão, mas os partidos podem se recusar a indicar membros.
A medida teve recepção mista no Senado. O mal-estar criado fez com que alguns senadores ameaçassem inclusive retirar a assinatura da CPI, como forma de protesto contra o que consideraram interferência em outro poder. Havia dúvida, porém, se seria possível retirar o apoio. Outros expuseram publicamente a crítica contra a decisão de Barroso.
"Eu assinei a CPI da Covid. Não acho que uma decisão monocrática do membro de um Poder possa determinar o que um presidente de outro Poder faça", diz o senador Omar Aziz (PSD-AM).

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