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Investigação

Polícia de Goiás busca fraudadores de benefícios de vítimas do Césio-137

O grupo teria causado prejuízo de R$ 20 milhões. O caso Césio-137 é o acidente radioativo mais grave da história do Brasil e as vítimas recebem pensão vitalícia
Agência FolhaPress

Publicado em 

30 set 2024 às 14:06

Publicado em 30 de Setembro de 2024 às 14:06

A operação Fraude Radioativa foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (30)
A operação Fraude Radioativa foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (30) Crédito: Polícia Civil de Goiás/Divulgação
Uma operação da Polícia Civil de Goiás mira uma organização criminosa que faz fraudes para receber benefícios de vítimas do acidente com Césio-137. Três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão são cumpridos. A operação Fraude Radioativa foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (30).
O grupo teria causado prejuízo de R$ 20 milhões. A Polícia Civil não detalhou, até o momento, como as fraudes eram realizadas. As vítimas de acidente radioativo recebem pensão vitalícia. Além de civis que foram diretamente afetados pela exposição ao material radioativo, o benefício se estende a policiais, bombeiros, membros das Forças Armadas e da Vigilância Sanitária que também foram expostos aos materiais durante exercício da função em 1987.
O caso Césio-137 é o acidente radioativo mais grave da história do Brasil. Ele ocorreu em 1987, em Goiânia, quando catadores de recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia em uma clínica abandonada. Funcionários de ferro-velho para onde material foi enviado abriram cápsula que isolava material radiativo. O pó de brilho intenso chamou atenção dos trabalhadores, que passaram a chamar parentes e amigos para visitar o local e conferir a descoberta.
Quatro pessoas morreram e quem teve contato direto com a substância adoeceu. A capital passou 16 dias contaminada e estima-se que 6,5 mil pessoas foram atingidas com algum grau de radiação. Terrenos onde as cápsulas foram abertas e onde o material foi manipulado foram demolidos. As vítimas foram enterradas em caixões de chumbo de 700 quilos, para evitar a contaminação do solo.

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