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Durante o Réveillon

Polícia pede prisão de suspeito de acender rojão que matou mulher em SP

Christian Luan dos Santos Oliveira confessou ter acendido o rojão, mas afirmou que não teve intenção de acertar Elisangela; ele responderá por homicídio doloso por dolo eventual

Publicado em 17 de Janeiro de 2023 às 15:48

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 jan 2023 às 15:48
A Polícia Civil de Praia Grande, no litoral paulista, identificou o homem que aparece em vídeo acendendo o rojão que atingiu e matou a analista de backoffice Elisangela Tinem Gonçalves, de 38 anos, na madrugada de 1º de janeiro, durante os festejos de Réveillon.
Christian Luan dos Santos Oliveira, de 18 anos, que mora em Itaquera, zona leste de São Paulo, foi ouvido na manhã desta segunda (16) e liberado. Ele teve a prisão preventiva solicitada pela polícia, que aguarda a decisão da Justiça.
Mulher morre após ser atingida por rojão de queima de fogos em SP
Mulher morreu ao ser atingida por rojão de queima de fogos em SP Crédito: Redes sociais
Segundo o delegado Alex Mendonça do Nascimento, o jovem confessou ter acendido o rojão, mas afirmou que não teve intenção de acertar Elisangela e que "foi um acidente". A reportagem não localizou o advogado de Oliveira até a publicação deste texto.
Elisangela, que morava na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de SP, estava na faixa de areia da praia Nova Mirim quando foi atingida pela explosão do rojão no tórax e no braço direito. Ela morreu no local. O primo dela, de 41 anos, também ficou ferido.
Elisangela Tinem Gonçalves morreu após ser atingida por rojão na madrugada de 1º de janeiro
Elisangela Tinem Gonçalves morreu após ser atingida por rojão na madrugada de 1º de janeiro Crédito: Instagram | @elisangelatinem
A polícia chegou até Oliveira após imagens de câmeras de monitoramento da orla da praia e de ruas próximas ajudarem na identificação do veículo em que o jovem estava na noite do Réveillon.
"Conseguimos abordar o veículo, que estava com pessoas conhecidas dele. Conseguimos conversar com eles e eles nos passaram onde ele [suspeito] estaria", disse o delegado.
Na madrugada de segunda, os investigadores localizaram Oliveira na capital paulista e o levaram até a delegacia do litoral para prestar depoimento. Ele não apresentou advogado.
Segundo o delegado, o jovem responderá por homicídio doloso por dolo eventual - quando o agente não quer atingir um resultado, mas assume o risco.
O delegado disse que foi trabalhoso identificar Oliveira, pois a praia e a orla estavam lotadas de pessoas.
O primo de Elisângela, Alexander Gonçalves, de 41 anos, disse à reportagem que ela havia ido à praia com grupo de familiares, entre eles os dois filhos, de 18 e 13 anos, somente para assistir à queima de fogos. Eles haviam se fixado num ponto, mas resolveram sair após notar que várias pessoas soltavam fogos na faixa de areia.
Por precaução, relatou Gonçalves, eles resolveram ficar em outro ponto para assistir ao show pirotécnico. Pouco depois, o rojão atingiu Elisangela.
O primo contou que, no momento em que tentou retirar o artefato de sua prima, houve a explosão. "Eu pulei na direção e tentei puxar, mas foi muito rápido e explodiu."

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