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Caso metanol

Postos de combustíveis podem responder por mortes por metanol, diz secretário

A declaração foi dada nesta sexta-feira (10) pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite; o nome do posto não foi divulgado
Agência FolhaPress

Publicado em 

10 out 2025 às 15:50

Publicado em 10 de Outubro de 2025 às 15:50

Os suspeitos de falsificar bebidas alcoólicas na região metropolitana de São Paulo compravam álcool de um posto de gasolina e, por conta disso, os proprietários desse estabelecimento podem responder pelas mortes por metanol, segundo o secretário de segurança pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Os falsificadores compraram álcool batizado com metanol em posto de gasolina, segundo Derrite. A declaração foi dada nesta sexta-feira (10) em entrevista coletiva para a imprensa na capital paulista. O nome do posto não foi divulgado.
Os responsáveis por posto de gasolina de origem do metanol podem responder por mortes, acredita o secretário. "Eu não descarto a tese de responder como coautores num possível homicídio, seja homicídio culposo, associação criminosa, porque ele tem responsabilidade sobre o etanol adulterado de gasolina. Aí vai depender da linha de investigação da autoridade que estiver tocando esse inquérito e a denúncia que for oferecida pelo Ministério Público", salientou
O álcool comprado em posto para adulterar bebidas estava com nível elevado de metanol, afirmou. Para o secretário, ambos cometeram irregularidades graves, tanto os falsificadores, quanto os responsáveis pelo posto. "Não quero absolver o criminoso ou formar uma tese de defesa, mas pode ser que eles não soubessem dessa concentração tão grande de metanol dentro do etanol adquirido para adulteração", disse o secretário de segurança.
"Mas quem está fazendo todo esse processo de adulteração tem que ser criminalizado de forma severa, inclusive o proprietário do posto de combustível", disse Guilherme Derrite.
O PCC foi descartado. Derrite entende que, por se tratar de "criminoso prejudicando criminoso", é pouco provável que a facção teria operado. Para o secretário, o caso é isolado e ainda não há comprovação de correlação entre os casos de intoxicação em outros estados.
polícia fechou nesta sexta-feira (10) uma fábrica clandestina ligada à morte de ao menos duas pessoas no estado. A fábrica foi descoberta após o dono de um bar - onde vítimas intoxicadas por metanol beberam antes de morrer - contar à polícia que comprou os produtos em um local não autorizado, entregando o endereço da distribuidora ilegal. "Dessas duas mortes, tinha 36% de metanol na bebida que foi apreendida e (que foi) submetida à perícia cientifica", observou Derrite. Uma mulher foi presa no momento que a fábrica ilegal operava. Um homem segue foragido. Segundo a polícia, o homem já tem passagem por adulteração de bebidas alcoólicas.
Maior parte das bebidas adulteradas era vodca. Os criminosos batizavam garrafas de marcas populares no mercado, segundo o secretário. Sem citar marcas, o chefe da pasta explica que apesar da falsificação ser comum, o que difere este caso dos outros é a alta concentração da substância tóxica.

SP tem 23 casos confirmados de intoxicação por metanol

Desses 23 casos, cinco são de pessoas que morreram, segundo boletim divulgado pelo estado nesta quinta-feira (09). As vítimas fatais são três homens de 54, 46 e 45 anos, moradores de São Paulo; uma mulher de 30 anos de São Bernardo do Campo; e um homem de 23 anos, residente de Osasco.
O Estado ainda investiga outros seis possíveis óbitos causados por metanol em bebidas e outros 148 casos suspeitos de contaminação. Nesses casos, as vítimas são quatro moradores da capital com idades de 33, 36, 50 e 51 anos; e dois residentes de São Bernardo do Campo, com idades de 49 e 58 anos. O governo descartou 41 novos casos. No total, já foram descartados 152 possíveis casos de intoxicação após análises clínicas e epidemiológicas.
Ao menos 15 bares tiveram licenças estaduais suspensas por venda irregular de bebidas alcoólicas. Com a suspensão, esses estabelecimentos estão proibidos de comercializar e vender produtos.

O que é metanol

Metanol é nocivo para a saúde e pode causar vários sintomas. A exposição a quantidades significativas do produto pode resultar em náusea, vômito, dor de cabeça, visão turva, cegueira permanente, convulsões, coma, danos permanentes ao sistema nervoso ou morte. Em alguns casos, a substância costuma ser adicionada ilegalmente ao combustível como uma alternativa mais barata ao etanol.
Tomar pequenas quantidades pode causar intoxicação. Segundo especialistas, a toxicidade do metanol está relacionada à dose que você toma — e à forma como seu corpo lida com ela. O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) alerta que cerca de 10 ml de metanol puro pode causar cegueira e 30 ml pode ser letal.
Metanol é um álcool líquido, incolor e também conhecido como álcool metílico. Embora semelhante ao etanol na aparência, o metanol não deve ser confundido com o álcool usado em bebidas.

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