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Presidente Senado

Precisamos adotar cuidados, mas não fazer disso uma histeria, diz Pacheco

O novo presidente do Senado também acrescentou que, "precisamos continuar produzindo para abastecer as famílias brasileiras, gerar renda interna"

Publicado em 03 de Fevereiro de 2021 às 18:30

Agência Estado

Publicado em 

03 fev 2021 às 18:30
Em discurso, à tribuna, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Em discurso, à tribuna, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Crédito: Marcos Oliveira/ Agência Senado
novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), adotou nesta quarta-feira (3), discurso alinhado ao do presidente Jair Bolsonaro sobre a conduta durante a pandemia da Covid-19. Na cerimônia de abertura do ano legislativo, o senador afirmou que medidas sanitárias devem ser seguidas, mas sem que haja "uma histeria", expressão utilizada em ocasiões anteriores pelo chefe do Executivo ao minimizar a crise do novo coronavírus.
"Precisamos cuidar racionalmente de nossa saúde, adotando todos os cuidados higiênicos e sanitários possíveis, mas não podemos fazer disso uma histeria, negando uma realidade", disse. "Precisamos continuar produzindo para abastecer as famílias brasileiras, gerar renda interna, além de continuar atendendo os mercados estrangeiros, que compram nossa produção", declarou.
Por outro lado, Pacheco também defendeu a superação de "extremismos" e o "pluralismo de ideias". O discurso foi feito logo após o plenário da sessão se dividir entre gritos de "fascista" e "mito", em um confronto de vozes. De um lado, opositores, de outro, apoiadores de Bolsonaro. "A política não deve ser movida por arroubos do momento ou por radicalismos", afirmou o presidente do Senado.
Pacheco reforçou ainda o comprometimento com a "plena independência e harmonia" dos poderes públicos. Segundo ele, a defesa da independência "não pode importar em sacrifício da harmonia", bem como "a defesa da harmonia não pode comprometer a independência".
"Não podemos defender a independência ou a harmonia ao sabor do momento, ao sabor de quem ocupa os cargos de relevo ou de nossas convicções políticas ou pessoais", ressaltou. Ao pregar a pacificação entre poderes e no parlamento, o presidente do Senado ressaltou que é preciso deixar de lado diferenças e "trabalhar incansavelmente pelos consensos que vão colocar o País de volta nos trilhos do desenvolvimento".

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