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Tensão no DF

Preso que tentou explodir caminhão tinha arsenal e é bolsonarista de atos em QG

Homem foi detido neste sábado (24) em Brasília sob suspeita de colocar um explosivo em um caminhão de combustível próximo ao aeroporto
Agência FolhaPress

Publicado em 

25 dez 2022 às 10:48

Publicado em 25 de Dezembro de 2022 às 10:48

BRASÍLIA, DF - O chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, disse ao jornal Folha de S.Paulo na noite de sábado (24) que o suspeito de ter tentado explodir um caminhão de combustível em Brasília declarou ser bolsonarista e participar do acampamento criado em frente ao quartel-general do Exército na capital federal.
Cândido afirmou que o homem, que é do Pará, além de ter sido preso, foi alvo de uma busca e apreensão em seu apartamento, onde foram encontrados ao menos cinco explosivos semelhantes ao que ele utilizou no caminhão, armas diversas e um fuzil. O nome dele, segundo apurou a reportagem, é George Sousa. A Folha de S.Paulo não conseguiu identificar se ele já possui advogado.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil do DF, o material encontrado com o suspeito mostra que ele tinha intenções de fazer outras explosões.
Armas encontradas com suspeito de explodir caminhão no Distrito Federal
Armas encontradas com suspeito de colocar bomba Crédito: Divulgação/PCDF
"Ele afirmou ser um dos bolsonaristas que participa do movimento do QG e tinha um grande material explosivo em sua residência, o que mostra que ele tinha mais intenções", afirmou Cândido à Folha de S.Paulo. "Ele está sendo conduzido imediatamente", completou.
A busca e apreensão e a prisão foram realizadas em um apartamento no bairro do Sudoeste, em Brasília.
A posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai acontecer no dia primeiro de janeiro, ou seja, daqui a oito dias.
O caso aumento a preocupação dos órgão de segurança em relação ao evento. O futuro ministro da Justiça do novo governo, Flávio Dino (PSB), disse estar acompanhando o desenrolar dos episódios.
Em publicação em rede social, Dino disse: "Há no material (coletado neste sábado) 'emulsão de pedreira'. Exames periciais do artefato, assim como investigações, estão sendo executadas pela Polícia Civil do Distrito Federal. Equipe da transição acompanhando".
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a prisão do suspeito ocorreu na noite deste sábado e já havia suspeita de sua ligação com os atos do QG.
Manifestantes estão acampados no local desde alguns dias depois do resultado da eleição. Lá, eles pedem intervenção militar e falam em impedir o novo presidente de assumir o cargo, com discurso golpista.

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