Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Professor fechou porta de sala com armário para esconder alunos
Massacre de Suzano

Professor fechou porta de sala com armário para esconder alunos

O professor Paulo da Silva, 60, bloqueou a porta de sua sala com um armário até que o barulho de tiros passasse

Publicado em 14 de Março de 2019 às 00:49

Publicado em 

14 mar 2019 às 00:49
Parentes de vítima em atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) Crédito: Johnny Moraes
Alunos, professores e funcionários que estavam na Escola Estadual Raul Brasil viveram momentos de medo durante o ataque a tiros que deixou oito mortos.
O professor Paulo da Silva, 60, bloqueou a porta de sua sala com um armário até que o barulho de tiros passasse.
"Os alunos estavam indo para o pátio e eu, para a sala dos professores quando o barulho começou. Quando vi que era tiro, corri para a sala e gritei para todo mundo: 'entra, entra!'", relata.
"A gente se sente impotente vendo colegas caindo sangrando sem poder fazer nada", diz o professor.
Ele conta que muitos alunos ligavam para a polícia, mas se desesperavam ao se deparar com um sistema eletrônico de resposta. Oito minutos depois, porém, a PM chegou.
Segundo ele, muitos alunos haviam perdido o celular e não conseguiam ligar para casa. Em pânico, alguns não se lembravam do número de telefone de casa para avisar os pais do que tinha acontecido.
Juliana Romera, 40, tomava café da manhã da família quando ouviu barulhos: tiros seguidos de gritaria na rua. A advogada abriu o portão de casa e encontrou cinco adolescentes aflitos. Outros dois chegaram mais tarde.
Eles haviam pulado o muro e escapado do ataque. Juliana mora nos fundos do colégio. "Estavam atordoados, chorando e gritando muito."
Juliana disse à Folha de S.Paulo que deu colo, carinho e muita água com açúcar para acalmar os adolescentes. "Eu nunca vou me esquecer deles."
Os sobreviventes contaram à moradora que foram encurralados e, para não morrer, pularam o muro dos fundos da escola, que dá de frente para a casa da Juliana. Lá ficaram por cerca de uma hora.
A primeira vítima a ser socorrida após ataque foi da escola até o hospital andando. O estudante José Vitor Lemos, de 19 anos, percorreu cerca de 300 metros a pé com uma machadinha no ombro até o Hospital Santa Maria. O jovem precisou passar por cirurgia.
O menino relatou aos pais que estava com a namorada durante o intervalo da aula quando percebeu a confusão. "Os dois correram então, um pra cada lado, só que ele foi na direção errada", disse o pai. José Vitor foi atingido por uma machadinha arremessada por um dos autores do ataque. A namorada do jovem não se feriu.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados de integrar a gangue MS-13
Deputado federal Sóstenes Cavalcante
PL deve apoiar PEC 6x1, mas quer novo regime de contratação e compensação
Imagem de destaque
Sopas proteicas: 4 receitas fáceis e saudáveis para o jantar

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados