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Operação da PF

Sem passaporte, Bolsonaro diz que guardava US$ 14 mil em espécie para possível viagem

Ex-presidente disse que sacou os recursos ao longo dos últimos meses, mas negou que tivesse intenção de fugir; ele está impedido de deixar o País e com o passaporte retido
Estadão Conteúdo

Publicado em 

18 jul 2025 às 21:01

Publicado em 18 de Julho de 2025 às 21:01

BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (18), que mantinha dólares em sua casa, em Brasília, para uma possível viagem. Mais cedo, a Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 14 mil na residência do ex-presidente, que está com o passaporte retido e proibido de deixar o País.
Questionado sobre os dólares encontrados pela PF, o ex-presidente afirmou que mantinha o valor em casa para "a possibilidade de uma viagem" e declarou que não é crime guardar dinheiro em espécie. Ele negou que a quantia apreendida tenha qualquer relação com um eventual plano de fuga do País.
"Eu tenho um bom montante no banco. Em havendo uma fuga ele seria bloqueado. Esse dinheiro foi sacado ao longo dos meses. Você não vai fugir apenas com 14 mil dólares. Estou com passaporte apreendido há dois anos", disse Bolsonaro, em entrevista à Rádio BandNews FM. "Não cogitei fugir para lugar nenhum", completou.
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao deixar a sede da PF 
Bolsonaro negou ter medo de ser preso, mas afirmou considerar-se vítima de injustiça Crédito: Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro relatou que foi acordado por batidas da PF em sua porta por volta das 7h. Segundo ele, uma das agentes disse estar com o dedo cortado, e ele indicou o banheiro para que ela pudesse limpar o sangue. Em seguida, a agente retornou com um pen drive. "Nunca abri um pen drive na minha vida", disse ele, mostrando-se surpreendido.
Durante a entrevista, o ex-presidente, que está com uma tornozeleira eletrônica na perna esquerda, se recusou a mostrar o dispositivo. "É humilhante, é degradante. Tenho vergonha de dizer que estou com uma tornozeleira. Vergonha por eles", disse.
Bolsonaro também negou ter medo de ser preso, mas afirmou considerar-se vítima de uma injustiça. "Estou com 70 anos. Não tenho medo de mais nada", declarou. Ao mesmo tempo, lamentou não poder mais conversar com o filho Eduardo Bolsonaro, que também é alvo de investigações e atualmente vive nos Estados Unidos.
O ex-presidente também criticou a proibição de usar as redes sociais, afirmando que a decisão vai beneficiar a esquerda. Segundo ele, o objetivo seria retirá-lo completamente do processo político de 2026. Apesar disso, e mesmo estando inelegível até 2030, Bolsonaro manteve o discurso de que será candidato ao Palácio do Planalto no ano que vem. "Por enquanto, sou candidato", afirmou.
Na entrevista, Bolsonaro também tentou afastar qualquer ligação com a tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente Donald Trump contra o Brasil. "Não existe lobby para impor sanções contra qualquer país. (...) Eu e o Eduardo não temos nada a ver com essa questão do tarifaço", afirmou.
A ação policial na casa de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo a PF, Bolsonaro tem atuado para dificultar o julgamento do processo do golpe e disse que as ações poderiam caracterizar crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.
Por ordem de Moraes, o ex-presidente também ficará submetido a medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente também está proibido de acessar as redes sociais.
Além disso, Bolsonaro precisará cumprir o recolhimento domiciliar de 19 horas às 7 horas e também nos fins de semana; não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros nem com outros réus e investigados pelo STF.

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