Um dia após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, a Polícia Federal (PF) cumpre dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, contra os outros condenados pela trama golpista. A medida atinge réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe. Filipe Martins, que foi assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é um dos alvos.
Segundo a PF, os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Ainda de acordo com a PF, o Exército Brasileiro participa das diligências.
De acordo com informações do G1, entre os alvos das ordens de prisões domiciliares está o major capixaba Angelo Denicoli, da reserva do Exército, que foi condenado no núcleo 4 da tentativa de golpe a 17 anos de prisão. O morador de Colatina foi acusado de participar de disseminação de mentiras contra o sistema eleitoral brasileiro.
O G1 informou que os alvos das ordens de prisões domiciliares neste sábado são:
- Filipe Martins (está no Paraná), ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
- Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
- Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
- Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
- Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
- Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
- Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
Também segundo o G1, além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.
Quem é o major alvo da ação da PF
De acordo com o ministro Alexandre, o major da reserva do Exército Angelo Denicoli tinha vínculo permanente com os demais integrantes da organização criminosa.
Segundo o relator, ficou comprovado que Denicoli participou da chamada “Abin Paralela” e serviu como elo entre os membros do grupo e o influenciador argentino Fernando Cerimedo, que, em novembro de 2022, fez uma transmissão ao vivo em que anunciou um dossiê com supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Foi ele quem forneceu o material utilizado na disseminação dessa narrativa falsa.