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Fora do país

Zambelli diz ter deixado o Brasil após condenação pelo STF e risco de prisão

Deputada federal foi condenada a 10 anos de prisão, por unanimidade, pela Primeira Turma do Supremo; ela disse que vai se afastar do cargo
Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2025 às 11:06

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 11:06

SÃO PAULO - Condenada a dez anos de prisão, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) disse nesta terça-feira (3) ter deixado o Brasil. Em entrevista a um canal bolsonarista, ela afirmou estar há alguns dias na Europa, onde, segundo ela, tem cidadania de um país do continente.
"Queria anunciar que estou fora do Brasil, já faz alguns dias, vim a princípio buscar tratamento médico, que já fazia aqui, e agora vou pedir inclusive para que eu possa me afastar do cargo. Tem essa possibilidade na Constituição. Acho que as pessoas conhecem um pouco mais disso hoje em dia, é o que o Eduardo [Bolsonaro] fez também", disse.
"Então, eu passo a não receber mais salário e meu gabinete vai ser ocupado pelo meu suplente. [Ele] Assume e fico fora do país neste período. Vou me basear na Europa", completou.
Carla Zambelli, deputada federal
Carla Zambelli disse que vai se basear na Europa Crédito: Mário Agra/Agência Câmara
Eduardo está licenciado do mandato nos Estados Unidos. Quando ele deixou o Brasil, alegou temor de apreensão do seu passaporte. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou abertura de investigação contra ele pelos supostos crimes de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
A deputada disse na entrevista ainda que não "abandonou" o país. "Não estou desistindo da minha luta, pelo contrário, é resistir. Poder continuar falando o que eu quero falar", completou. Ele se comparou ainda à tatuagem de fênix que tem e afirmou que vai renascer das cinzas.
As redes sociais serão administradas pela mãe, Rita, segundo afirmou na entrevista.
No último dia 9 de maio, a parlamentar foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de ter comandado invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o auxílio do hacker Walter Delgatti. O objetivo seria emitir alvarás de soltura falsos e provocar confusão no Judiciário.
No entendimento dos ministros do STF, a deputada, que foi a face do bolsonarismo no Congresso até cair no ostracismo logo depois das eleições de 2022, orientou o hacker Walter Delgatti a invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para forjar documentos falsos, entre os quais um mandado de prisão para o ministro Alexandre de Moraes, e causar tumulto político no país.
A deputada, que nega as acusações, disse em entrevista à Folha no mês passado ter medo do que poderia acontecer com ela na prisão.
"Eu tenho um pouco de receio das outras mulheres na cadeia, né? Porque eu nunca sei o que vou encontrar, mas eu também luto, então não tenho medo de apanhar. O maior problema é ficar longe da família", diz a deputada, relatando temer por sua saúde.

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