O atual secretário da Fazenda do Espírito Santo, Bruno Funchal, foi convidado para desempenhar a mesma função no Rio de Janeiro caso o candidato do PSC ao governo fluminense, Wilson Witzel, saia vitorioso das urnas no segundo turno, no próximo dia 28.
Uma fonte informou que pessoas ligadas a Witzel entraram em contato nesta terça-feira (16) com Funchal para saber se ele aceitaria chefiar a pasta. “Como o Bruno é do Rio de Janeiro, muitos o conhecem por lá. Além disso, o trabalho que ele vem realizando no Espírito Santo chamou a atenção de Witzel e de sua equipe.”
Wilson Witzel (PSC), que disputa o cargo de governador do Rio de Janeiro contra o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), terminou o primeiro turno das eleições com 41,28% dos votos (3.154.752) contra 19,56% (1.494.752 votos) de Paes. Na pesquisa mais recente para a disputa para o Palácio da Guanabara, do Instituto Real Time Big Data, Witzel lidera as intenções de votos, com 51%, enquanto Eduardo Paes tem 29%. Os votos nulos e brancos somam 12% e os indecisos 8%.
Bruno Funchal, que está à frente da Sefaz desde fevereiro de 2017, confirmou que foi procurado pela equipe do candidato. Mas ao ser questionado se aceitaria o convite, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, “ter muitos projetos importantes em desenvolvimento na Sefaz do Espírito Santo, e esse será o seu foco até o último dia do governo”.
Caso aceite assumir a Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, Bruno Funchal vai encontrar uma situação bem diferente da que administra no Espírito Santo. O Rio é um dos Estados com a pior situação fiscal do país. Recentemente teve problemas com atrasos em pagamentos de servidores, tem gastos com pessoal acima do permitido pela legislação, além de ter um déficit previsto para 2018 da ordem de R$ 10 bilhões. Já o Espírito Santo estima encerrar 2018 no azul, com um resultado do caixa do Tesouro de cerca de R$ 300 milhões.