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Arte: Camilly Napoleão
Capixapédia

Há 70 anos, maior terremoto da história do ES assustava os capixabas

Portas e janelas balançaram em bairros de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Guarapari e Colatina. Evento foi registrado no dia 28 de fevereiro de 1955

Júlia Afonso

Repórter

jafonso@redegazeta.com.br

Publicado em 28 de Fevereiro de 2025 às 06:00

Publicado em

28 fev 2025 às 06:00
28 de fevereiro de 1955: o dia em que a terra tremeu em cidades do Espírito Santo
28 de fevereiro de 1955: o dia em que a terra tremeu em cidades do Espírito Santo Crédito: Arte: Camilly Napoleão
Há exatos 70 anos, moradores de VitóriaVila VelhaCariacicaGuarapari e Colatina sentiram a terra tremer. Quem estava em casa relatou que objetos caíram no chão, móveis se moveram e janelas balançaram. Teve gente que também afirmou ter visto uma "bola de fogo" de cor avermelhada se movimentar pelos céus.
Segundo o International Seismological Center (ISG), o que aconteceu no dia 28 de fevereiro de 1955 foi um terremoto de magnitude 6.1. Até hoje, de acordo com Luiza Leonardi Bricalli, doutora em Geologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), ele é considerado o quarto maior terremoto da história do Brasil.
"O epicentro foi no assoalho oceânico, aproximadamente 300km do litoral. Não houve registro de vítimas fatais, mas prédios e casas balançaram, paredes racharam, telhados caíram e a população ficou assustada", destacou a especialista.
O jornal A Gazeta do dia 1º de março de 1955 detalhou como foi o momento de tensão vivido pelos capixabas. O repórter José Luiz Holzmeister descreveu que era por volta das 22h do dia 28 de fevereiro quando os telefones da redação começaram a tocar. Os leitores relatavam o tremor de terra. Representantes de associações de moradores foram pessoalmente até a sede da Rede Gazeta detalhar sobre o abalo. As ruas se enchiam de gente tentando entender o que tinha acontecido e o porquê janelas, portas e paredes estavam balançando.
"Estava no gabinete quando notei que lápis, réguas e todos os apetrechos de desenhos dançavam sobre a cartolina. Portas e janelas tremiam como bambus ao vento"
Vereador Raulino Gonçalves - Relato está na reportagem do jornal A Gazeta sobre o terremoto
Naquela noite, a reportagem do jornal A Gazeta percorreu todos os bairros da Capital, depois seguiu para Cariacica e Vila Velha, e em todos os lugares havia relatos de moradores sobre o tremor. Algumas testemunhas disseram ter visto, no horizonte, uma espécie de bola de fogo, alaranjada, para os lados do mar. Confira, no arquivo abaixo, a página completa:

Arquivos & Anexos

Jornal A Gazeta sobre o terremoto em 1955

Reportagem descreveu como foram os momentos de tensão vividos pelos moradores de cidades do Espírito Santo
Tamanho do arquivo: 3mb
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Foi a única vez que a terra tremeu no ES?

De acordo com a professora Luiza, ao longo dos anos outros registros significativos foram registrados em Vitória e Pancas. Na Capital, no dia 2 de julho de 2020, ocorreu um terremoto com magnitude de 1.9, com epicentro em Maruípe. Moradores da Grande Vitória relataram estrondo e tremor de terra, especialmente nas cidades de Vitória, Vila Velha e Serra.
"No ano de 2021, em Pancas, no Noroeste do Estado, ocorreram três terremotos com magnitudes de 1.3, 1.7 e 1.4 na escala Richter. Apesar da baixa magnitude, a população local sentiu o tremor na localidade de Lajinha", pontuou Luiza Leonardi Bricalli.

Um abalo tão forte pode acontecer de novo?

Segundo a especialista, um abalo como o de 1955 pode acontecer de novo, sim, mas as chances são baixas: "Não tem como prever a ocorrência de terremotos devido à dinâmica e peculiaridades geológicas de cada região. O que pode ser destacado é que em regiões de limites de placas tectônicas, as magnitudes dos terremotos, geralmente, são mais altas. É válido destacar que outros terremotos podem ocorrer no Espírito Santo e em todo Brasil, mas, geralmente, com magnitudes baixas (devido ao país localizar-se longe de um limite de placa tectônica), geralmente sem causar danos à população".

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