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Ruínas da Fazenda Boa Vista
Ruínas da Fazenda Boa Vista, Parque da Fonte Grande, em Vitória Fernando Madeira
Capixapédia

Uma fazenda dentro de Vitória com vista para o mar e o Convento da Penha

Parque Estadual da Fonte Grande está localizado no coração de Vitória e é protegido por lei; a área guarda histórias de famílias e até cultivo de horta

Alberto Borém

Estagiário

abgoncalves@redegazeta.com.br

Publicado em 12 de Agosto de 2023 às 08:34

Publicado em

12 ago 2023 às 08:34
Ruínas da Fazenda Boa Vista, na Fonte Grande, em Vitória
Ruínas da Fazenda Boa Vista, na Fonte Grande, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
No meio da Capital do Espírito Santo, uma área de mata fechada com algumas casas, mas que chamava atenção para o cultivo de uma horta e a criação de gado. O lugar, atualmente conhecido como Parque Estadual da Fonte Grande, é uma área de 218 hectares, coberto por remanescentes da Mata Atlântica e guarda algumas histórias. Uma delas é a da Fazenda Boa Vista, local de moradia e de plantação, mas que hoje restou apenas parte da estrutura.
O Parque Estadual da Fonte Grande está localizado no coração do Maciço Central de Vitória e é protegido por lei. Quem chega ao local para visitação ou trilha, encontra um informativo da Prefeitura de Vitória, que relata um pouco da história vivida na Fazenda Boa Vista.
Ruínas da Fazenda Boa Vista
Ruínas da Fazenda Boa Vista, Parque da Fonte Grande, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
O nome da fazenda, aliás, não é por acaso: o local tem vista privilegiada para a Baía de Vitória e para o Convento da Penha. A construção da residência aconteceu em 1868. Ou seja, há mais de 150 anos. Naquela época, Vitória já era a Capital do Espírito Santo, mas tinha uma população menor do que atualmente e o parque ainda não tinha área delimitada.

1868

Foi o ano de construção da Fazenda Boa Vista
A construção da casa em que ao menos duas famílias moraram ao longo dos anos envolveu materiais simples, longe do que é utilizado atualmente. Segundo relatos locais, a estrutura foi construída apenas com pedra e barro, misturados a conchas do mar. As imagens feitas pelo fotógrafo Fernando Madeira mostram o aspecto irregular da superfície. De longe, é possível identificar o formato de algumas portas e a altura da residência.
Os moradores da região acumulam histórias sobre o local. O morador de Fradinhos João Manoel, mais conhecido como Nenel e responsável por promover caminhadas ecológicas na Fonte Grande, conta que há pelo menos 30 anos não há mais moradores na Fazenda Boa Vista. A história, segundo ele, começou muito antes de ele nascer.
"Sempre falam muito sobre um agricultor chamado Seu Antônio. Ele era responsável por abastecer a Vila Rubim com muitos produtos. E plantava tudo nas redondezas da Fazenda Boa Vista. Tinha plantação de alface, muitos pés de laranja e outras coisas"
João Manoel (Nenel) - Educador Ambiental
Os relatos de Nenel são compatíveis com a história reproduzida pela Prefeitura de Vitória. Segundo a administração municipal, a residência pertenceu à família Porfílio. Depois, passou para a família Varejão.
Ruínas da Fazenda Boa Vista
Ruínas da Fazenda Boa Vista, Parque da Fonte Grande, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
O educador ambiental afirma que a horta começou a ser cultivada pela família Porfílio, tendo Seu Antônio como liderança. Após a morte do agricultor, a residência foi vendida para a família Varejão. Não há informações sobre o motivo e o ano em que o local deixou de ser ocupado.

Parque foi criado um ano após tragédia em Vitória

A origem e a criação do Parque Estadual da Fonte Grande foram efetivadas por meio de uma lei estadual em 1986. A área pertence ao governo do Espírito Santo, mas é administrada pela Prefeitura de Vitória, por meio de um convênio firmado em 1992.
O Parque foi criado um ano após a tragédia na comunidade Morro do Macaco. Na madrugada do dia 15 de janeiro de 1985, uma pedra de cerca de 150 toneladas foi atingida por um raio e rolou no Morro do Macaco, em Tabuazeiro, em Vitória. 40 pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas.
Uma pedra de cerca de 150 toneladas rolou no Morro do Macaco e matou 40 pessoas
Uma pedra de cerca de 150 toneladas rolou no Morro do Macaco e matou 40 pessoas Crédito: Gildo Loyola
Um dos objetivos da criação do parque era impedir a ocupação irregular, proteger a floresta e estabilizar as encostas do Maciço Central de Vitória. João Manoel ressalta a importância da proteção ambiental.
"Os especialistas da Universidade Federal do Espírito Santo entenderam que não seria adequado construir casas na encosta, por causa do risco. O parque tem uma importância fundamental", afirma.
Atualmente, o Parque da Fonte Grande é um dos pontos turísticos mais visitados de Vitória. Se o assunto é vista bonita, a área permite lindas fotos e uma paisagem de tirar o fôlego.
No Dia da Mata Atlântica - Prefeitura de Vitória inaugura três mirantes no Parque da Fonte Grande, entre eles, o Mirante Mochuara
Prefeitura de Vitória inaugurou três mirantes no Parque da Fonte Grande, entre eles, o Mirante Mochuara Crédito: Fernando Madeira
Do parque, a 300 metros de altitude, os visitantes podem avistar toda a Baía de Vitória, o manguezal e pontos paisagísticos, históricos e culturais de Vitória e dos municípios vizinhos. Para isso, o espaço conta com quatro mirantes, sendo três inaugurados neste ano: o Mochuara, o Sumaré e o Recanto da Floresta.

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