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Carreira

Aplicativos, games e serviços ajudam estudante a escolher profissão

Momento de decisão sobre uma carreira pode gerar ansiedade; faculdade e escolas têm um papel importante nesta etapa da vida dos jovens

Publicado em 28 de Março de 2021 às 07:26

Diná Sanchotene

Publicado em 

28 mar 2021 às 07:26
Escolha da profissão tira o sono dos estudantes
Escolha da profissão tira o sono dos estudantes Crédito: Pixabay
Escolher a profissão, para alguns jovens, é tão difícil quanto fazer as provas do Enem. Afinal de contas, definir ainda na adolescência a carreira que vai seguir ao longo da vida pode gerar dúvidas e ansiedade. O processo de escolha pode se tornar mais fácil por conta de diversas ferramentas disponíveis no mercado como games, aplicativos, feiras e testes vocacionais.
A aluna do 3º ano do ensino médio Lorena Leite Colli Pedroso, 17 anos, sabe bem o que é essa dúvida. A jovem conta que ao pesquisar e fazer testes vocacionais pela internet tinha um resultado bem diferente ao que acreditava ter mais a ver com ela. Essa perspectiva mudou após participar de usar uma plataforma gamificada.
“Ao usar algumas dessas ferramentas, o direcionamento era que eu deveria seguir carreira de Exatas. Já o jogo deu como resultado o que realmente eu gosto, que são as áreas da Comunicação e Psicologia. Com isso fiquei mais segura quanto à profissão que vou seguir, que é a psicologia”, comenta.
A jovem comenta ainda que, pela escola, visitou diversas faculdades e participou de palestras com profissionais já formados, tornando sua decisão mais assertiva.
Aluna da mesma escola, e também do terceiro ano, Mel Saliba Ferreira Lopes, 17 anos, já estava certa de que deveria apostar em carreiras da área de comunicação. Ela também participou do game.
“Quis participar do jogo para conhecer um pouco mais a área. Fiquei impressionada como o resultado foi semelhante ao vocacional. Fiquei feliz que a solução foi exatamente ao encontro do que eu realmente gosto”, afirma.
O jogo mencionado por Mel e Lorena foi desenvolvido pela Faesa. Trata-se de um teste vocacional gamificado, que deu origem ao game Cidade das Profissões, disponível gratuitamente nas plataformas Android e IOS ou on-line, por meio da plataforma Ensino Médio +.
A ferramenta foi criada por desenvolvedores, psicólogos, publicitários e profissionais de várias áreas, com o objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade de terem um direcionamento sobre a escolha da profissão por meio de uma experiência leve e divertida.
De acordo com a gerente de Marketing da instituição, Carolina Bento, na plataforma os jogadores vivenciam os desafios enfrentados em cada carreira, com interatividade e características de RPG, em que o personagem assume a condução da história por meio de suas escolhas.
Ela explica que o jogador entra em edifícios especiais - que contam com nove histórias que representam os caminhos profissionais, sendo elas: criatividade, comunicação, empreender e liderar, meio ambiente, cuidar da saúde, inovação, gestão humana, promoção da justiça e tecnologia. As informações sobre o usuário são armazenadas a cada etapa. No final, o jogador conhece a área profissional que mais se aproxima do seu perfil.
Outras instituições de ensino superior também desenvolvem atividades para aproximar os alunos da vida acadêmica e profissional. Na UVV, há o programa Orientação Profissional, que consiste em oito encontros, com duas horas semanais na Clínica de Psicologia. O trabalho é desenvolvido em grupo e, no final, o estudante recebe um laudo com o resultado.
A responsável pelo Projeto de Extensão e Orientação Profissional de Psicologia da universidade, Ana Paula Faria, relata que é muito importante ter esse tipo de apoio porque o aluno passa por uma mudança muito significativa de vida.
“Com 16 e 17 anos, o aluno fará a primeira grande escolha dele que vai durar alguns anos. A angústia é grande porque há um grande medo de errar ou não atender às expectativas dos pais. Dentro do projeto tudo é mostrado e trabalhado, detalhando questões que podem ocorrer ao longo da carreira”, afirma.
A Estácio promove a Feira de Profissões que apresenta as diversas possibilidades de profissões para que o aluno ou futuro estudante possa estar por dentro das tendências e demandas do atual mercado de trabalho.
“O objetivo é levar conhecimento para que esses alunos conheçam um pouco mais sobre a carreira que desejam seguir. O estudante precisa estar preparado para participar da feira. Anotar suas principais dúvidas sobre a graduação, práticas profissionais, oportunidades no setor e tendências do mercado de trabalho. Ele deve tentar tirar o máximo de informação sobre o curso e a carreira escolhida”, explica o gerente comercial da instituição, Eduardo Nunes.
Para a orientadora educacional para Ensino Médio da Escola São Domingos, Vivian Fafá Pinto, a carreira deve ser construída pelo aluno ao longo de sua trajetória no colégio. Na opinião dela, o jovem precisa ser o protagonista de sua vida.
Entre as iniciativas desenvolvidas pela instituição estão bate-papos com ex-alunos que já estão no mercado de trabalho, visitas às faculdades e a plataforma Kuau, um mecanismo l interativo que trabalha na trilha do desenvolvimento, em uma estrutura gamificada.
“A partir deste ano, vamos aplicar o Projeto de Vida, um programa onde o aluno terá atividades divididas em quatro blocos temáticos: propósito, impacto, escolha e fazer acontecer; todos trabalhados na dimensão pessoal, social e cidadã e profissional'', antecipa.
Outra escola que dá uma ajuda aos alunos é o Centro Educacional Leonardo da Vinci com o Projeto Profissões, voltado para os alunos dos primeiros anos do ensino médio e consiste em proporcionar atividades que aumentem o autoconhecimento e contribuam para a consolidação de uma escolha consciente do curso de graduação e, consequentemente, da profissão.
De acordo com o coordenador pedagógico da instituição, João Duarte, o objetivo é tornar esse processo menos angustiante para os alunos, dando também a oportunidade de experimentar o que seria a carreira escolhida. “Buscamos aproximar a discussão deles, mostrando que outros colegas passam pelas mesmas dúvidas e que isso é natural”, comenta.
A iniciativa conta com palestras de diversos convidados, a maioria deles pais ou ex-alunos da escola, que falam sobre trajetórias acadêmicas, profissões, perfis exigidos na contemporaneidade, oportunidades e dificuldades do mercado de trabalho e tendências.
A vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo, Neidy Christo, orienta que para conhecer um pouco mais da profissão, os jovens podem conversar com quem já está no mercado de trabalho.
“O jovem também pode falar com quem está perto dele. Neste caso, ele deve perguntar sobre as características que essa pessoa observa nele e que podem ser usadas como aptidões. Essa é uma alternativa para complementar os testes. Ao escolher o futuro profissional, esse estudante começa a entender o que é carreira”, salienta.
Neidy lembra que as escolhas não são feitas para o resto da vida. “Hoje em dia não tem mais isso. O importante é pensar que carreira é algo que a pessoa planeja e que pode, e deve, mudar no meio do caminho. É importante lembrar que algumas profissões estavam em alta há 10 ou 20 anos e hoje estão desaparecendo. O que faz parte da dinâmica do mercado de trabalho. É perfeitamente possível chegar no meio do caminho e começar de novo”, ressalta.

Martha Zouain, psicóloga e diretora da Psico Store

Pais podem contribuir com processo de escolha

“Escolher qual profissão seguir requer cuidados para os jovens, mas, também para os que estão à sua volta. Normalmente, no momento da escolha, o jovem se encontra em processo de amadurecimento e ainda não está pronto para fazer a opção de uma maneira totalmente assertiva. Os pais, normalmente, são os personagens mais frequentes a influenciar e é preciso ter muito cuidado, pois o motivo pode ser equivocado, dinheiro, tradição ou alguma facilidade e não a vocação. Os pais têm um papel fundamental neste processo que é de ser facilitador para que o filho encontre o seu próprio caminho e vai fazê-lo observando, atentamente, as características do mesmo desde a infância e orientando-os constantemente a buscar informação sobre profissões e o mercado de trabalho. Os pais, mais do que qualquer outra pessoa, acompanham aquele jovem desde sempre, e podem contribuir fortemente com orientações e informações, mas, jamais, em hipótese alguma, definir qual é a profissão a seguir. Se o filho tiver que escolher a mesma carreira que os pais, deverá ser por vocação e não por qualquer outra razão.”

Martha Zouain

Martha Zouain

CONFIRA ALGUMAS FERRAMENTAS

UVV

Ferramenta: Orientação Profissional.
Como funciona: são 8 atendimentos, com duração de duas horas, por semana, na clínica de psicologia da instituição. As reuniões são feitas em grupo, com atividades diversas, entre elas testes psicotécnicos. Também há palestras. Ao final, é feito um laudo, que é apresentado ao aluno.
Quem pode participar: a iniciativa é disponibilizada tanto para quem vai fazer vestibular quanto quem quer mudar de profissão.

Faesa

Como funciona: trata-se de um teste vocacional gamificado, disponível gratuitamente para Android e IOS ou on-ine, por meio da plataforma Ensino Médio +. O objetivo é proporcionar aos estudantes a oportunidade de terem um direcionamento sobre a escolha da profissão. Os jogadores vivenciam os desafios enfrentados em cada carreira, com interatividade e características de RPG, em que o personagem assume a condução da história por meio de suas escolhas.
Quem pode participar: estudantes de ensino médio.

Estácio

Ferramenta: Feira de Profissões.
Como funciona: Atividades e palestras especiais, apresentando um panorama sobre carreira, mercado de trabalho e tirando dúvidas dos participantes que também são apresentados às diferentes modalidades de ensino disponíveis na Estácio, áreas de graduação, instalações e a estrutura dos laboratórios.
Quem pode participar:  O vento é gratuito e aberto a estudantes de nível médio.

Centro Educacional Leonardo da Vinci

Ferramenta: Projeto Profissões.
Como funciona: consiste em proporcionar atividades que aumentem o autoconhecimento e contribuam para a consolidação de uma escolha consciente do curso de graduação e, consequentemente, da profissão. A iniciativa conta com palestras de diversos convidados, a maioria deles pais ou ex-alunos da escola, que falam sobre trajetórias acadêmicas, profissões, perfis exigidos na contemporaneidade, oportunidades e dificuldades do mercado de trabalho e tendências. O fechamento do projeto ocorre com uma visita a instituições de ensino superior escolhidas pelos alunos.
Quem pode participar: voltado para alunos do 1º e 2º anos do ensino médio.

Escola São Domingos

Ferramenta: são diversas iniciativas que ajudam na escolha da carreira.
Como funciona: Entre as atividades estão bate-papos com profissionais de diversas áreas de atuação (Papo de Futuro), geralmente conduzidas por ex-alunos que estão no mercado de trabalho. Há ainda visitas às instituições de ensino superior, além da plataforma digital, Kuau, com trilha de desenvolvimento, vídeos e atividades em estrutura gamificada.
Quem pode participar: alunos da escola.

Eligis

Ferramenta: aplicativo.
Como funciona: é um aplicativo de teste vocacional gratuito com versões para Android e iPhone (iOS). A ferramenta conta com uma infinidade de perguntas de teste de aptidão para verificar a área de competência que melhor se enquadra ao perfil do usuário e decidir que curso fazer na faculdade. A plataforma permite, ainda, encontrar faculdades com os cursos sugeridos e montar uma lista de opções.
Quem pode participar: estudantes de nível médio.

Quiz Profissões

Ferramenta: aplicativo.
Como funciona: o aplicativo está disponível para os sistemas Android e IOS e traz situações comuns às mais variadas profissões. A cada passo, o usuário deve escolher com qual delas mais se identifica. O teste ajuda o estudante por meio do autoconhecimento, fazendo-o pensar nas situações apresentadas e se imaginar desempenhando determinados trabalhos. O resultado mostra com qual área - Humanas, Exatas ou Biológicas e Saúde - o usuário tem mais afinidade.
Quem pode participar: estudantes de nível médio.

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