O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve, na manhã desta quinta-feira (27), no Palácio Anchieta para uma reunião de trabalho com o governador Renato Casagrande e com o vice-governador Ricardo Ferraço. Nela, os mandatários do Estado listaram as principais travas que atrapalham o desenvolvimento do Espírito Santo: BR 101, BR 262, ferrovia até o Rio, oferta competitiva de gás natural e a falta de uma regulação para a geração de energia eólica no mar estão entre os assuntos que foram conversados.
Casagrande e Ferraço levaram para Alckmin a necessidade de o Estado ser competitivo
para atenuar as perdas que pode ter com a aprovação da reforma tributária. "O Espírito Santo, com o fim dos incentivos fiscais, perde atratividade e a consequência disso pode ser cruel na nossa atividade econômica. Por isso, precisamos ser competitivos, ter boa infraestrutura, enfim, temos de ter condições para atrair empresas sem o incentivo. Muito disso depende do governo federal, o ponto fundamental é esse", explicou Ricardo Ferraço.
Geraldo Alckmin ouviu com atenção, mas não prometeu soluções objetivas. Disse que seria um aliado do Estado em Brasília. "O vice-presidente é próximo do governador, são do mesmo partido (PSB), não prometeu soluções, mas será um aliado nosso lá no Planalto. Estamos fazendo alianças em busca de nossos objetivos. Já conversamos com o (presidente) Lula, com o (ministro da Casa Civil) Rui Costa, com o (ministro dos Transportes) Renan Filho, agora com o Alckmin, enfim, estamos levando a nossa agenda e apontando possíveis soluções".