De fato as agendas são diferentes, mas eu acredito muito no equilíbrio. É claro que não dá para fazer nada do ponto de vista social e de governança se o nosso meio ambiente, se o local onde nós vivemos estiver destruído.
Mas dentro de todo esse contexto é certo que as diferenças de agenda vão surgir. Veja que a matriz energética brasileira é, hoje, 80% renovável. Quando você olha para outros países a situação não é essa, a geração de energia é muito baseada em combustíveis muito poluentes.
Aqui já notamos uma diferença na agenda. Em contrapartida, temos, aqui no Brasil, um déficit de saneamento básico gigante. Isso afeta o meio ambiente, mas isso também afeta o S (de social). Os temas quase sempre se cruzam, importante termos isso na cabeça.
Temos, somente na questão do saneamento, problemas graves de saúde e poluição dos rios, praias e manguezais. Abrindo um pouco mais você entra na questão econômica, já que o sujeito não consegue, por exemplo, pescar num ambiente como esse, e a região, por ser poluída, não irá atrair turistas.
Então, as agendas são mesmo diferentes, afinal, os países são muito diferentes. O que precisamos fazer é coordenar esforços, aprender com que já fez esse mesmo serviço lá fora e buscar a convergência de soluções para que todos avancemos.