"A noção de sustentabilidade surpreendeu. Claro que já tínhamos uma ideia do avanço, mas as oficinas trouxeram algo maior. Os produtores estão muito mais sensíveis à questão da água, sabem que é um fator limitador do negócio, se não investirem em boas práticas, complica. O Espírito Santo possui uma das maiores proporções de propriedades irrigadas do país, 43,3%. Dentro deste universo, mais de 80% usam as técnicas de gotejamento e microaspersão, que são mais eficientes no uso de água e energia. Em 2006, isso estava em 22%, o avanço é muito considerável. Além disso, fizeram o dever de casa para reservar a água, seja via a construção de barragens, seja preservando áreas maiores de mata", explicou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Outro ponto relevante é o avanço de culturas como soja, trigo e milho no Norte do Estado. "São produtores de um porte maior, profissionais, que estão investindo muito em estudos e tecnologia. São culturas novas aqui no Espírito Santo e que se mostraram mais relevantes do que imaginávamos. Importante ter isso no radar, os produtores maiores não dependem tanto de políticas públicas, mas isso tende a se espalhar, precisamos incorporar os novos grãos na nossa estratégia de desenvolvimento".
A melhora na qualidade e os volumes exportados de pimenta do reino (o Espírito Santo é o maior exportador do Brasil), gengibre (os agricultores familiares respondem por 92% das exportações) e a volta do cacau também merecerão destaque. "O cacau voltou em volume, deveremos chegar a 13,5 mil toneladas em 2023, qualidade e agregando valor. O Espírito Santo possui mais de 40 fábricas de chocolate. É a nossa agroindústria em plena expansão. Tudo isso estará mapeado e com uma estratégia, discutida com setores, traçada", destacou o secretário.