A Nater Coop, uma das maiores cooperativas do agronegócio do Espírito Santo, fechou o ano de 2025 com um faturamento de R$ 2,3 bilhões, pouco abaixo dos R$ 2,4 de 2024.
O café, com a redução dos preços, foi o que mais impactou. Apesar da queda, os membros da cooperativa estão comemorando os números do ano passado. O ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 115 milhões, 5% do faturamento, o melhor da história. As sobras (o lucro das cooperativas) ficaram em R$ 35 milhões (1,5% do faturamento).
Em 2024, apesar do faturamento mais alto, o ebitda ficou em R$ 57 milhões e as sobras em R$ 8 milhões. Portanto, houve um aumento expressivo das margens, em 2025. "A gente vem trabalhando muito na gestão e no ganho de eficiência das nossas operações. Tivemos uma expressiva melhora das margens mesmo com os juros, o custo financeiro, muito elevados. Foi um ano relevante para a geração de caixa e para o aumento da saúde financeira da Nater Coop", salientou Marcelino Bellardt, CEO da cooperativa.
Em relação ao café, carro-chefe da cooperativa, o presidente da Nater Coop disse esperar um ano de expansão. "Acho que teremos uma boa colheita, sem queda em relação ao ano passado, os preços estão bons e o produtor está muito estocado. Tivemos uma queda na comercialização do ano passado porque os produtor resolveu segurar. Acho que teremos um ano de 2026 bastante interessante no café, afinal, tem estoque e a colheita parece que será boa".