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Alimentação: tíquetes polpudos de outros poderes embolam negociação do governo do ES

O governo do Estado ofereceu um reajuste de 83,3% no tíquete-alimentação dos servidores do Executivo, acima da inflação, mas o debate com os sindicatos está emperrado

Publicado em 28 de Abril de 2023 às 16:24

Públicado em 

28 abr 2023 às 16:24
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Palácio Anchieta, em Vitória
Palácio Anchieta, em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
O governo do Estado ofereceu um reajuste de 83,3% no tíquete-alimentação dos servidores do Executivo: de R$ 300 para R$ 550. O percentual ofertado está bem acima da inflação (IPCA) acumulada entre 2018, quando o benefício foi ajustado pela última vez, e 2023: 39,09%. Apesar de a oferta superar a inflação do período, o debate entre governo e sindicatos não está fácil. O principal motivo é a comparação que os servidores do Executivo fazem com os tíquetes recebidos pelos funcionários de Ministério Público, Judiciário, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas.
Reportagem feita por A Gazeta, assinada pela repórter Ednalva Andrade, mostra bem a situação. Promotores e procuradores do Ministério Público do Espírito Santo recebem o valor mais alto: R$ 3.392,49 mensais só para comerem. Na semana passada, os deputados estaduais, em uma manobra silenciosa que colocou o tema auxílio-alimentação de volta no noticiário, resolveram estender a eles próprios o benefício de R$ 1.829,79 que só era pago aos servidores da Casa.
Diante de tanta benevolência em outras áreas do serviço público, a negociação dentro do Executivo, que vem desde janeiro, acabou ficando mais tensionada. A questão é que o Executivo possui algo perto de 50 mil funcionários ativos (nos outros poderes isso não passa de 4 mil). O impacto anual do ajuste ofertado pelo governo é de R$ 170 milhões - quase o orçamento total do Tribunal de Contas para 2023, que é de R$ 174 milhões. O governo do Estado afirma ter chegado ao limite e que não há margem para manobra.
A bola está com os sindicatos e não há prazo definido para a negociação chegar ao fim. A ver as cenas dos próximos capítulos.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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