Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Coluna Abdo Filho

Ameaça de novo tarifaço: o saldo para o Espírito Santo

Um alívio no geral e algumas preocupações pontuais na indústria e no agronegócio do Espírito Santo. Este é, por ora, o saldo da proposta de imposição de nova tarifa feita pelos EUA

Publicado em 03 de Junho de 2026 às 03:00

Públicado em 

03 jun 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Navio atracado no Terminal Portuário de Vila Velha

Um alívio no geral e algumas preocupações pontuais na indústria e no agronegócio do Espírito Santo. Este é, por ora, o saldo da proposta de imposição de nova tarifa de importação, de 25%, em cima de produtos brasileiros feita pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Bom frisar que trata-se de uma proposta, nada está definido. O martelo final será batido em 15 de julho. Até lá, muita negociação (e alguma apreensão).

O alívio se dá pelo fato de os gigantes da indústria e do agronegócio capixaba terem sido excluídos, de imediato, da proposta de tarifação. Estamos falando de petróleo, minério de ferro, celulose, café, pimenta-do-reino e de boa parte das rochas vendidas para lá (os quartzitos). A gigantesca parte dos produtos capixabas exportados para os Estados Unidos estão, portanto, nesta lista. Um baita alívio. Ainda estão no pacote frutas, gengibre e carne bovina.

Por outro lado, arranjos importantes ficaram entre os produtos que correm risco de serem tarifados em 25%. Na indústria de rochas, os granitos, mármores e ardósias e outros estão entre os que o USTR sugere o aumento da taxa de importação. Pelas contas do Centrorochas, entidade que representa os exportadores, 45% do faturamento das exportações brasileiras de rochas naturais está potencialmente exposto aos efeitos da medida. Importante destacar que foram exportados, em 2025, US$ 1,2 bilhão em blocos e chapas, sendo que os EUA respondem por cerca de 50% disso aí. Outro detalhe: algo perto de 80% do parque de beneficiamento da indústria brasileira de rochas está instalado no Espírito Santo.

Na agroindústria, a preocupação atende por café solúvel. O Espírito Santo abriga um dos maiores parques de solúvel do Brasil, tendo recebido bilhões de reais em investimentos nos últimos anos. A expectativa era de ampliação, mas, do primeiro tarifaço, em meados de 2025, para cá, a coisa deu uma esfriada. Os Estados Unidos são grandes compradores da produção brasileira e a busca por novos clientes não é simples. Primeiro, porque o mercado é bem atendido. Além disso, cada país (cliente) aprecia um tipo de sabor, portanto fazer uma mudança de mercado não é tão simples como parece.

Ainda dentro do agronegócio, estão dentro dos segmentos com risco de tarifação: pescados, ovos e carne de frango.

Para finalizar, cabe uma explicação sobre o aço, que é uma das mais importantes indústrias do Espírito Santo. O setor não entrou na proposta feita, nesta terça, pelo USTR, já que é tarifado de outra forma pelo governo norte-americano. Aliás, coincidência ou não, uma pequena mexida, também nesta terça, foi feita em cima das regras tarifárias do aço.

A ver as cenas dos próximos capítulos.

Veja Também 

Imagem de destaque

Um alerta sobre o encolhimento industrial do Espírito Santo

Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história

EUA perdem protagonismo nas exportações de café do ES

Data: 29/12/2020 - ES - Vitória - Embarque de minério de ferro no Porto de Tubarão - Editoria: Economia - Foto: Fernando Madeira - GZ

Movimento cresce nos portos do Espírito Santo

Manobra de navio no centro de Vitória

Exportações: pimenta-do-reino do Espírito Santo pega o foguete

Imagem de destaque

A grande preocupação do empresariado do Norte do Espírito Santo

Imagem de destaque

Esgoto da Serra: emissário submarino (re)aparece como solução

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Viatura da Polícia Militar
Região de Vila Velha registra tiroteio pelo terceiro dia consecutivo
Imagem de destaque
Governo Lula quer evitar desgaste com fila do INSS e prevê zerar pedidos represados
Rede de gás canalizado da ES Gás
ES Gás alcança marca de 100 mil consumidores e acelera expansão

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados