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Indústria

Anúncio da GWM no ES dá 'empurrão' em projeto bilionário da ArcelorMittal

A fábrica que a gigante chinesa disse que vai fazer em Aracruz terá capacidade para produzir até 200 mil carros por ano, portanto, uma das maiores do Brasil
Abdo Filho

Publicado em 

25 fev 2026 às 03:00

Publicado em 25 de Fevereiro de 2026 às 06:00

Fábrica da ArcelorMittal em São Francisco do Sul, Santa Catarina
Laminador de Tiras a Frio da ArcelorMittal em São Francisco do Sul, Santa Catarina Crédito: Abdo Filho
A confirmação da fábrica de automóveis da GWM (Great Wall Motors), em Aracruz, Norte do Espírito Santo, já teve efeito positivo em outro grande investimento que está em vias de sair do papel no Estado: a construção de um Laminador de Tiras a Frio e de um galvanizador pela ArcelorMittal Tubarão, orçados em quase R$ 4 bilhões. As montadoras são grandes compradoras do tipo de aço que a siderúrgica pretende passar a fabricar em Tubarão. Tudo dando certo, uma planta estará a 60 quilômetros da outra, um baita ganho de competitividade.
"Com certeza é um anúncio (o da GWM) positivo, que vai ao encontro do nosso projeto. É algo importante, que entra na conta e que facilita a nossa argumentação de investimento. Claro, eles precisam consumir aço produzido no Brasil", explicou Jorge Oliveira, CEO ArcelorMittal Aços Planos América Latina e presidente da ArcelorMittal Brasil, que foi ao Palácio Anchieta, nesta terça-feira (24), para o anúncio da GWM.
O executivo disse que a decisão final da ArcelorMittal sobre o projeto bilionário previsto para o Espírito Santo será tomada até o final do primeiro semestre de 2026. O grande entrave para o investimento segue sendo o derrame de aço importado a preços abaixo dos praticados pelo mercado. O segmento reclama que muito aço chinês, a preços subsidiados, está entrando no Brasil, prejudicando os resultados e os investimentos da indústria local. A decisão do governo brasileiro de adotar práticas antidumping (dumping significa vender a preços abaixo do custo de produção, por isso, é considerada predatória) em relação às importações de aço de China e Índia ajudou.
A fábrica que a GWM disse que vai fazer em Aracruz terá capacidade para produzir até 200 mil carros por ano, portanto, uma das maiores do Brasil. Com a demanda aumentando e barreira antidumping, a tomada de decisão ficou um pouco mais simples para a ArcelorMittal. 
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