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Apagão de mão de obra, uma dor de toda a economia. O que fazer?

Problema afeta empresas de todos os portes e está entre os maiores desafios do empreendedor brasileiro. Desemprego está nas mínimas, mas muita gente segue subutilizada e fora o mercado

Publicado em 17 de Março de 2025 às 03:50

Públicado em 

17 mar 2025 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Petróleo
Crédito: Carlos Alberto
"Faremos bilhões de reais em investimentos no Espírito Santo. Serão milhares de empregos gerados e muitos serviços a serem contratados. Se preparem, vamos precisar de mão de obra e serviços qualificados. É o maior recado, e preocupação, que tenho para passar para vocês". O aviso (e apelo) é do gerente geral da Petrobras no Espírito Santo, Guilherme Sargenti. Foi feito há poucos dias, no auditório da sede estatal em Vitória, para uma plateia de empresários e executivos do setor. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também há poucos dias e para uma plateia de empresários, disse que o grande desafio da estatal para colocar de pé o plano estratégico 2025/2029 é conseguir encontrar trabalhadores e empresas fornecedoras preparados para a empreitada de US$ 111 bilhões (quase R$ 650 bi).
A fala dos dois aponta para uma dor bem democrática. Vai da enorme Petrobras aos pequenos empreendedores. Quem deu uma pequena rodada, durante o verão, por restaurantes, bares e hotéis, e conversou sobre o andamento dos negócios com os proprietários, certamente ouviu a seguinte reclamação logo no começo do papo: "a mão de obra está muito difícil".
É claro que o fato de as taxas de desemprego estarem nas mínimas históricas - no Espírito Santo, fechou 2024 em 3,9% - ajuda a explicar um pouco do momento, mas a coisa vai além. A subutilização da força de trabalho (desocupados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e trabalhadores em potencial) de 2024 ficou em 8,2% no Espírito Santo e em 16,2% no Brasil. Ou seja, há muita gente disposta a trabalhar, mas, apesar dos contratantes estarem atrás, não encontram emprego. A pergunta que fica é: o que está havendo?
Vamos a algumas das questões indicadas por que entende. A educação básica do Brasil é falha e, pior, está estagnada em um nível bem baixo. O último Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) mostrou um desempenho estável dos nossos alunos em matemática, leitura e ciências, ou seja, seguimos na parte baixa da tabela. Partindo de uma base mal construída, o trabalhador chega ao mercado com sérias dificuldades para entrar na operação (não estamos falando apenas da parte técnica, mas também dos executivos). O cenário fica ainda mais complicado em um contexto de aumento da velocidade da inovação e avanço rápido das novas tecnologias. Há um outro ponto, desta vez do lado psicológico: a ansiedade, principalmente entre os mais jovens, vem elevando muito a rotatividade e, claro, a sensação de escassez.
"Estamos vivendo um problema que é grave no Brasil, mas que está acontecendo no mundo todo: mão de obra e prestação de serviços escassos. Não é algo de simples solução, exige a participação da sociedade como um todo - governos, entidades, empresas, famílias e etc - e não é rápido. Além dos nossos tradicionais problemas, formação básica ruim e falta de técnicos, o contexto também desafia bastante. A tecnologia e os processos estão mudando muito e com muita velocidade, é um complicador. No curto prazo, precisaremos fazer parcerias para qualificar com assertividade e velocidade, além disso, temos de trazer as pessoas que estão à margem desse processo, que querem trabalhar, mas não sabem como entrar. É muita gente", assinalou o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Paulo Baraona.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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