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Indústria

Após assumir Pecém, ArcelorMittal mira "verticalização" de Tubarão

Em entrevista à coluna, Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Aços Planos América Latina, disse que objetivo não é ampliar produção de placas de aço, mas agregar valor

Publicado em 13 de Março de 2023 às 16:04

Públicado em 

13 mar 2023 às 16:04
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Bobinas a quente na ArcelorMittal Tubarão
Bobinas a quente na ArcelorMittal Tubarão Crédito: Divulgação/ArcelorMittal
Na quinta-feira passada (09), a ArcelorMittal Aços Planos concluiu a compra da Companhia Siderúrgica de Pecém (agora ArcelorMittal Pecém), no Ceará. Foram pagos US$ 2,2 bi aos antigos sócios: Vale (50%), Dongkuk (30%) e Posco (20%). A nova unidade ampliará a capacidade da multinacional de produzir placas de aço no Brasil em 3 milhões de toneladas por ano. Agora, o foco passa a ser agregar valor à produção. A fábrica de Tubarão, em Vitória, a maior da Arcelor no país - 7,5 milhões de toneladas/ano de placas de aço e 4 milhões de toneladas/ano de bobinas a quente -, vai ampliar sua área de atuação.
"Estamos muito satisfeitos com a conclusão de nosso investimento em Pecém. Mostra a confiança da ArcelorMittal no crescimento do Brasil e reforça a nossa estratégia de expansão e verticalização da produção", disse Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Aços Planos América Latina, em entrevista à coluna. "Não está na nossa agenda produzir mais placas em Tubarão, nossa intenção é verticalizar, é agregar valor. A compra de Pecém reforça a estratégia".
Segundo explicou o executivo, o ano de 2023 será de muito estudo de mercado. "O Brasil vai demandar mais aço galvanizado (com tratamento especial anti corrosão) nos próximos anos. O Brasil é um importador de galvanizados. De olho nisso, estamos ampliando a produção de laminados a frio em Vega (Santa Catarina), mas a fábrica chegará ao seu limite físico. Aí é que entraria Tubarão, que hoje abriga um laminador a quente. Vamos avaliar, ao longo de 2023, como o mercado vai andar e o que irá demandar lá para 2026 e 2027. Estamos confiantes, vamos estudar muito o mercado ao longo de 2023 e, se for o caso, fazer anúncios de investimentos em 2024".
Jorge Oliveira, CEO do segmento de Aços Planos da ArcelorMittal na América do Sul
Jorge Oliveira, CEO do segmento de Aços Planos da ArcelorMittal Crédito: Vitor Jubini
Outra frente relevante para o CEO é a transição energética. "A nossa indústria é uma grande consumidora de combustível, portanto, estamos sempre em busca e abertos a parcerias quando o assunto é transição energética. O hidrogênio se apresenta com um ótimo potencial, mas precisamos de produção em escala industrial. Pecém é um lugar que o governo do Ceará quer transformar em um grande hub de produção de hidrogênio verde. São vários os memorandos já assinados. Além do enorme potencial para a geração de energia eólica, as negociações com grandes players estão em estágio mais avançado, isso nos interessa muito, afinal, é o futuro do nosso negócio. Precisamos de muita energia, de muita energia limpa".
Jorge Oliveira disse que a ArcelorMittal quer ser cliente de projetos de hidrogênio. Ele confirmou conversas com a EDP, embora nada tenha sido fechado até agora. "Para descarbonizar dois terços da produção de aço precisaríamos de investimentos da ordem de US$ 8 trilhoes mundialmente. Mostra um pouco do nosso apetite".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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