Contratos assinados com seis petroleiras para transbordo de petróleo cru (os acordos têm cláusula de confidencialidade, mas entre as companhias está a Petrobras),
viabilizam o início da primeira fase das obras do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do Espírito Santo. Um aporte de US$ 450 milhões (R$ 2,6 bilhões) que será entregue, segundo os executivos da companhia, até o final de 2027. Isto é o que está no papel, mas a ideia é, muito em breve, anunciar novos acordos e, se possível, iniciar os trabalhos junto com a inauguração do terminal.
Já há conversas muito maduras com operadores (do Brasil e de fora) para a instalação de um terminal de grãos e de uma grande estrutura para contêineres, que terá o objetivo de ser um hub para toda a América Latina. Tudo saindo como planejado, os maiores navios do mundo aportarão em Kennedy e, a partir de lá, em navios menores, de cabotagem, as cargas serão distribuídas para todo o continente. Com calado de até 25 metros, o Porto Central poderá receber as maiores embarcações do planeta, que carregam até 25 mil contêineres.
O ambicioso projeto do Porto Central, que deve se consolidar até 2040, receberá US$ 2,9 bilhões (mais de R$ 17 bilhões) apenas em infraestrutura. Os negócios que se instalarão no complexo portuário industrial que pode vir a ter 20 milhões de metros quadrados podem chegar a um volume de investimentos que se aproxima dos R$ 200 bilhões. O desenvolvimento do complexo é tocado pela TPK Logística, que tem a Organização Polimix como maior acionista.