Ao todo, o conselho do Fundo Soberano disponibilizou R$ 250 milhões para o Fundo ESG, as quatro contempladas inicialmente consumirão R$ 150,04 milhões, portanto, outros R$ 99,96 milhões ainda estão sem destinação. O Bandes, levando em consideração as notas de classificação, está chamando as demais empresas que apresentaram projeto e não foram contempladas. Sociedade Educação e Gestão de Excelência/Vila Velha (UVV), Locares Casa Container e Bertolini devem manifestar o interesse em participar da segunda chamada até sexta-feira (15).
O Programa Funses ESG de Desenvolvimento, lançado no ano passado, visa incentivar a inovação e a sustentabilidade na indústria, educação, energia e saúde por meio da subscrição de debêntures não conversíveis em ações. O foco são as empresas do chamado middle market (com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões). O cheque mínimo será de R$ 20 milhões e o máximo de R$ 50 milhões.
As companhias terão quatro anos de carência e dez anos, ao todo, para quitar o débito com o Bandes. A taxa de juros será igual à Selic. Dependendo do local onde a empresa for se instalar haverá um desconto de até 10% nos juros. Os critérios de avaliação para a escolha das contempladas foram: incorporação da agenda ESG (Enviromental, Social and Governance - em português, Ambiental, Social e Governança), geração de emprego, desenvolvimento regional, agregação de valor ao produto final, prazo de execução, inovação e andamento do licenciamento ambiental (quanto mais adiantado, melhor).
As debêntures emitidas não serão conversíveis em ações das empresas emissoras, ou seja, o Bandes quer o retorno do investimento e não vai virar sócio de eventuais devedores.