"Vai ser um fundo voltado 100% para projetos de descarbonização (substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável). Queremos algo multisetorial, o ideal seria conseguirmos algo perto de R$ 1 bilhão, mas não é simples. É nisso que estamos trabalhando", explicou Marcelo Saintive, presidente do Bandes. "Estamos formulando uma política que atraia novos cotistas, que podem ser, por exemplo, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o Banco Mundial, o BNDES e até fundos soberanos de outros países".
A modelagem está sendo feita pelo Bandes, mas a operação será feita por uma gestora ainda a ser definida. "Estamos montando o edital, mas será uma empresa do mercado de capitais especializada no assunto. Queremos bons projetos e atrair capital a juros competitivos, há muito dinheiro disponível".
O Fundo de Descarbonização será a terceira vertical de investimentos com recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo. O primeiro, lançado em 2022, está aportando dinheiro em startups. O segundo, lançado no ano passado, colocou capital em indústrias e em empreendimentos de energia e educação. "O Fundo de Descarbonização será o maior e o que terá a governança mais complexa, afinal, queremos contar com outros cotistas", finalizou Saintive.