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Infraestrutura

BR 101: ANTT e União garantem punição dura em caso de descumprimento de acordo

A Ecorodovias promete um aporte de R$ 10,37 bilhões na rodovia, a maior parte disso sairá, segundo a concessionária, até 2031. O acordo ainda será levado ao mercado, em leilão na B3

Publicado em 26 de Novembro de 2024 às 17:11

Públicado em 

26 nov 2024 às 17:11
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Trecho da BR 101 no Espírito Santo; radar; fiscalização eletrônica
Trecho da BR 101 no Espírito Santo Crédito: Wilson Rodrigues
Viviane Esse, secretária Nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, e Rafael Vitale, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres, passaram a terça-feira (26) em Vitória coordenando a audiência pública sobre a repactuação da concessão do trecho da BR 101 que corta o Espírito Santo para a Ecorodovias. É a primeira vez na história das concessões brasileiras de infraestrutura que uma empresa devolve o ativo e depois, com a anuência do Tribunal de Contas da União, renegocia os termos com a ANTT.
A audiência pública se dá porque, apesar de já estar tudo acertado entre Eco e agência reguladora, a lei diz que, antes da assinatura do novo contrato, os termos da negociação devem ir a mercado em um leilão na B3 (bolsa de São Paulo). Caso alguma empresa, respeitando o acordado e pagando as multas, ofereça condições melhores, por exemplo, pedágio mais barato, é ela que assumirá a BR 101 no Espírito Santo. Ninguém espera que isso aconteça, mas haverá um certame entre abril e maio do ano que vem. Em resumo: acabou, mas ainda não.
A Ecorodovias promete um aporte de R$ 10,37 bilhões na rodovia - R$ 7 bi em investimentos e R$ 3,3 bi na operação. Grande parte disso, segundo a concessionária, sairá do papel até 2031. Estão previstos mais 170 quilômetros de duplicações (hoje são 117 km), 41 km de terceiras faixas e os contornos de Fundão, Ibiraçu e Linhares.
Tudo muito bom, mas e se o acordo não for cumprido, como aconteceu no anterior? "O pênalti será muito mais grave". Foi o que disseram Vitale e Viviane Esse. O novo contrato prevê um conjunto de freios e penalidades. Haverá, por exemplo, uma espécie de gatilho, do lado dos investimentos, para que a tarifa possa ser reajustada. Além disso, quem descumprir o acordo pode sofrer a chamada rescisão sumária.
"Por tudo o que aconteceu nos últimos anos, é uma preocupação nossa. Nos garantiram que houve uma curva de aprendizado muito grande por parte do governo e dos órgãos de regulação, e que o contrato está muito mais bem amarrado", disse o vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Ricardo Ferraço, que participou da audiência realizada no prédio da Federação das Indústrias do Espírito Santo.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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